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O Presidente dos Estados Unidos da América anunciou que o número 2 do comando do Daesh, Abu Bilal al-Minuki, foi morto na Nigéria numa operação em cooperação com o exército nigeriano. A informação foi confirmada pelo Presidente da Nigéria. Bola Ahmed Tinubu.
"As corajosas forças americanas e as Forças Armadas da Nigéria executaram impecavelmente uma missão meticulosamente planeada e muito complexa para eliminar do campo de batalha o terrorista mais ativo do planeta", informou Trump, na sua rede social Truth Social.
Al-Minuki "pensava que se podia esconder em África, mas não sabia que tínhamos fontes a manter-nos informados sobre as suas atividades", acrescentou ainda.
Na mesma mensagem, revela que a "operação global" do Daesh está "consideravalmente enfraquecida" depois da morte do segundo em comando. Posteriormente, agradeceu ao governo da Nigéria pela cooperação. "Minuki não vai mais aterrorizar o povo africano nem ajudar a planear operações contra norte-americanos", sublinha.
Não demorou até Bola Tinubu confirmar a morte de Minuki: "As nossas forças armadas nigerianas, determinadas e a trabalhar em estreita colaboração com as forças armadas dos Estados Unidos, conduziram uma operação conjunta ousada que desferiu um duro golpe nas fileiras do Estado Islâmico", informou o presidente nigeriano em comunicado, citado pela agência Reuters.
As forças de defesa nigerianas descrevem Minuki como "um dos terroristas mais ativos do mundo".
Daesh é um acrónimo em árabe para o grupo extremista autodenominado "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (também conhecido como ISIS ou Estado Islâmico). Trata-se de uma organização terrorista que ganhou notoriedade global ao tentar estabelecer uma soberania fundamentalista no Oriente Médio através de táticas violentas.
Os grupos armados islâmicos na Nigéria têm causado estragos nos últimos anos. Sobretudo o nordeste da Nigéria, tem sofrido ataques do grupo Boko Haram desde 2009, tendo-se intensificado após 2016, com o surgimento do grupo Estado Islâmico da Província da África Ocidental.
O conflito tem-se intensificado desde que os EUA se juntaram às forças locais para inúmers ataques aéreos contra fundamentalistas no noroeste do país, no final de 2025.