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O Papa Leão XIV protagonizou um momento marcante na celebração da Via Sacra, ao carregar sozinho a cruz ao longo das 14 estações, numa tradição que não se via desde 1994.
Na sua primeira Sexta-feira Santa como líder da Igreja Católica, o pontífice percorreu o trajeto no Coliseu de Roma, retomando também a presença papal nesta cerimónia, após ausência nos últimos anos devido aos problemas de saúde do Papa Francisco.
Ao longo das orações, foram deixadas mensagens contundentes sobre a atualidade internacional. O texto denunciou o “desastre da guerra” e os “genocídios”, além de lembrar vítimas frequentemente esquecidas, como órfãos de conflitos, mulheres alvo de tráfico humano e migrantes que enfrentam “viagens desesperadas”.
Houve ainda referência às “crianças sem infância”, afetadas por cenários de violência, e um aviso dirigido aos líderes mundiais, sublinhando que as decisões políticas terão consequências que ultrapassam o tempo presente.
O texto, preparado por Francesco Patton, incluiu também críticas à sociedade contemporânea, apontando a “mercantilização da nudez” e a exposição da vida privada como fenómenos alimentados pela procura de audiências.
A cerimónia ficou assim marcada não só pelo simbolismo do gesto do Papa, mas também pelo tom das mensagens, centradas em temas como a guerra, a dignidade humana e a responsabilidade dos decisores políticos.