quarta-feira, 13 mai. 2026

"Pai, eu vou morrer?". Surfista escapa por milagre após ataque de um dos animais mais venenosos do mundo

"Eu não sei o que vai acontecer, mas se me acontecer alguma coisa, cuidem das minhas irmãs", foi o único pedido de Rowles antes de chegar ao hospital.
"Pai, eu vou morrer?". Surfista escapa por milagre após ataque de um dos animais mais venenosos do mundo

Guy Rowles é um surfista australiano que viajou até às ilhas Fiji para uns dias no ponto turístico. Mas a sua vida mudou após ter sido atacado por uma água-viva altamente venenosa.

Os primeiros sintomas foram de um ardor no braço enquanto remava na sua prancha de surf. "E foi logo tão intenso, como se o meu braço estivesse a arder. Parecia que tinham deitado óleo a arder", conta o jovem de 30 anos à Sky News Australia.

O surfista já tinha sofrido picadas de outros seres, incluindo da caravela-portuguesa, um organismo de cor azul que, em contacto com a pele, pode causar queimaduras de terceiro grau.

Rowles avisou o seu guia local de que tinha sido picado por algo e que a dor "queimava". O guia rapidamente o avisou para subir para o barco, apercebendo-se da gravidade do ataque.

"Eu já sentia o meu peito a apertar, estava meio tonto enquanto remava e quando me atingiu, não sei... eu pensei, ou é luta ou fuga", explicou. No entanto, precisavam de uma viagem de 40 minutos de barco para chegar a terra, com Rowles já com dificuldade em respirar.

"Depois de um tempo, eu só olhei para o meu pai e não conseguia respirar, era como respirar por um canudo e eu só perguntava: 'pai, eu vou morrer?'", relatou o jovem.

Guy Rowles explicou ainda que a sensação após a picada era de coração acelerado e "peito a desmoronar". A sensação foi de tal forma aterradora, que o jovem ligou à mãe e aos dois melhores amigos a caminho de hospital: "Eu não sei o que vai acontecer, mas se me aocntecer alguma coisa, cuidem das minhas irmãs", foi o único pedido de Rowles.

De acordo com a Sky News, à chegada ao hospital, os médicos colocaram vinagre nas marcas que Rowles tinha no braço e avisaram-no de que seria "tarde demais" para colocar antiveneno. "Lembro-me de olhar para os olhos de um dos médicos quando, como eu disse, pensei, 'ah, fui picado', e aí o médico disse 'sim, achamos que é uma água-viva-caixa'. E foi como se os olhos da enfermeira ficassem brancos", descreveu.

Apesar do sofrimento que revela ter sofrido, a recuperação foi rápida e, no dia seguinte, já estava a surfar. "Eu e o guia já nos rimos muito sobre isto agora", afirma.

No entanto, não foi uma situação leve e poderia ter acabado em tragédia: segundo a Australian Geographic, pessoas atacadas por este tipo de água-viva podem morrer em poucos minutos se não for administrado qualquer tipo de anti-veneno. "Nenhum outro animal venenoso na Austrália tem um histórico mais mortal do que a água-viva-caixa", diz ainda o arquivo sobre a espécie.

Após todo o incidente, Guy Rowles recorreu às redes sociais para compartilhar imagens da sua experiência e agradecer "a todos os que o ajudaram".