Tudo começou no dia 15 de junho com uma denúncia de um deputado regional na plataforma Telegram.
"Bem, estimados agentes da lei, aqui está uma história interessante para vocês — uma que aconteceu há apenas uma hora", começa por escrever. "Na pizzaria Dodo, um jovem fez o pedido número 160 às 18h52. Ele pediu com o nome 'Adolf Hitler'", explica na publicação acompanhada de fotografias do jovem com uma acompanhante, tiradas por um "amigo veterano da Operação Militar Especial" presente no restaurante.
O deputado continua a relatar a história, afirmando que o seu "amigo veterano" terá confrontado o jovem, ao que este "não se tentou esconder". "Sou contra a guerra, não a apoio, essa é minha posição", terá dito o rapaz, de acordo com o deputado.
A agência de notícias russa RIA Novosti confirmou mais tarde com o Ministério do Interior que o jovem de 18 anos tinha sido detido. "O estudante afirmou que não é nazi e não simpatiza com nazis", afirmou um porta-voz do ministério russo, que acrescentou que o jovem estaria arrependido e que pediu desculpa "a todos os que se possam ter sentido ofendidos".
A legislação russa prevê até 15 dias de prisão, multas e serviço comunitário para quem exibir símbolos ou difundir propaganda nazi.