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Hillary Clinton prestou depoimento esta quinta-feira sobre o caso Epstein e mantém a posição: garante nunca ter conhecido Jeffrey Epstein.
A antiga secretária de Estado e candidata presidencial dos EUA foi esta quinta-feira presente à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA onde prestou depoimento à porta fechada durante mais de seis horas, de acordo com o The New York Times. Clinton compareceu sob juramento no "Center for Performing Arts", em Chappaqua, no estado de Nova Iorque. As críticas continuaram ao facto de o casal ter sido "obrigado" a participar na investigação ao criminoso sexual.
Num comunicado inicial, Hillary Clinton acusou os republicanos de a usarem como "peça de teatro político e partidário", além de considerar que a investigação foi concebida para "proteger um partido político e um responsável público, em vez de procurar a verdade e justiça para as vítimas". "Obrigaram-me a testemunhar sabendo perfeitamente que não tenho qualquer conhecimento que ajude a vossa investigação, com o objetivo de desviar atenções das ações do Presidente Trump", afirmou ainda.
No entanto, a tensão aumentou quando, cerca de uma hora após o início do depoimento, Clinton interrompeu a sessão por se ter apercebido de que a congressista republicana Lauren Boebert tinha divulgado uma imagem da sala, publicada nas redes sociais pelo podcaster Benny Johnson, de direita.
O podcaster respondeu ao sucedido nas suas redes sociais, com a descrição: "Chateei a Hillary Clinton hoje. E eu não sou suicida".
A sessão esteve temporariamente suspensa após a divulgação da fotografia. Os advogados de Clinton protestaram e pediram a presença de jornalistas na sala - recorde-se que a sessão era à porta fechada. Já os democratas acusaram-nos de transformarem a sessão num "espetáculo". O democrata Robert Garcia exigiu que fosse divulgado o registo integral do depoimento e não o editado num prazo de 24 horas.
Durante o depoimento, Hillary voltou a sublinhar que nunca se recorda de ter conhecido o financista condenado e garantiu que "nunca voou no seu avião, nem visitou a ilha, casas ou escritórios" (ao contrário do seu marido).
Ao longo das seis horas de sessão, a antiga secretária de Estado considerou as perguntas "repetitivas". Segundo democratas presentes explicaram ao The New York Times, os republicanos insistiram em questões sobre ligações a Epstein e à angariação de fundos da Clinton Global Initiative. Hillary Clinton reiterou que não estava presente nessas atividades e que não lhe cabia a si responder.
Bill Clinton deverá depor esta sexta-feira, sendo esta a primeira vez que um ex-presidente é obrigado a testemunhar perante uma comissão do Congresso contra a sua vontade, de acordo com o mesmo jornal.
Recorde-se que o casal tem vindo a contestar a decisão do congresso, apesar de se mostrarem disponíveis para colaborar. Hillary Clinton tem referido várias vezes Donald Trump, garantindo que os republicanos estão a usar o casal para "desviar atenções". Em resposta, Donald Trump garantiu ter sido absolvido do caso - no entanto, isso nunca foi oficial. "“Quero que todos sejam tratados da mesma forma. Não temos nada a esconder. Temos defendido repetidamente a divulgação total dos ficheiros. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio", disse a ex-candidata presidencial.