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Alberto León é o autor da materialização da mensagem de Bad Bunny deixada na atuação no intervalo do Super Bowl a 8 de fevereiro.
Num mural, intitulado "America" e que pode ser visto agora na rua Sotstinent Navarro, ao lado da Via Laietana, em Barcelona, León pintou o cantor porto-riquenho de mão dada com Lincoln Fox, o menino a quem entrega o Grammy na performance no Super Bowl. Com a outra mão, Benito segura a bola de futebol americano que usou na performance, com a frase "Together, we are America".
Mas não podia faltar o maior crítico de Bad Bunny: Donald Trump.
O presidente norte-americano aparece nas costas dos dois, com uma postura de indignação, e com dois pombos a pousarem na sua cabeça e ombro. A imagem de Trump contrasta com as de Bad Bunny e da criança por estar com cores mais escuras, identificado como mais sombrio. Além disso, Bad Bunny e a criança, que foi confundida com o menino de cinco anos detido por agentes dos Serviços de Imigração americanos, surgem com pombas brancas a rodeá-los, associadas à paz.
O artista explicou que o mural tem como objetivo enaltecer a mensagem passada por Bad Bunny não só na performance, mas também no seu discurso na cerimónia dos Grammy Awards: "A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor". "Era uma mensagem necessária que queria que estivesse nas ruas, e que melhor lugar para me expressar do que o centro de Barcelona, onde há muito turismo e muitas comunidades latinas", explicou León, em declarações à agência EFE.
Recorde-se que a atuação de Bad Bunny gerou inúmeras críticas dos republicanos nos Estados Unidos da América, que chegaram a querer aplicar multas e penas de prisão a Bad Bunny e à emissora do Super Bowl pela "linguagem inapropriada" das músicas do porto-riquenho e pela "afronta" à América.