Relacionados
Numa altura em que os Estados Unidos da América ponderam um ataque ao Irão, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a deixar avisos ao atual rival durante o seu discurso sobre o Estado da União.
Apesar de falar em "procurar a paz", garantiu que "nunca hesitará em confrontar as ameaçar à América onde quer que seja necessário".
Referiu ainda a "Operação Martelo da Meia-Noite" que, recorde-se, em junho atingiu as três maiores centrais de enriquecimento ucranio-iranianas (Natanz, Fordow e Isfahan). "Nós aniquilámos tudo e eles querem começar tudo de novo", afirmou.
Além disso, a manifestação violenta no Irão também foi tema no longo discurso do presidente,. "Essas pessoas são terríveis", acusou, depois de referir que morreram 32 mil pessoas durante os confrontos em janeiro.
Numa altura em que os negociadores norte-americanos se irão encontrar com os iranianos em Genebra já esta quinta-feira, Trump sublinha que "não quer chegar a um acordo" com o Irão, mas sim resolver o conflito "através da diplomacia".
"Não ouvimos aquelas palavras mágicas: nunca teremos uma arma nuclear", disse Trump sobre a postura iraniana, talvez em resposta ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, que, pouco antes do discurso, publicou uma mensagem na rede social X onde garante que o Irão "nunca irá desenvolver uma arma nuclear, sob nenhuma circunstância". "As nossas convicções fundamentais são cristalinas: o Irã jamais desenvolverá uma arma nuclear sob nenhuma circunstância; nós, iranianos, jamais abriremos mão do nosso direito de usufruir dos benefícios da tecnologia nuclear pacífica para o nosso povo", escreveu.
Durante o discurso no dia de aniversário da invasão russa na Ucrânia, Trump referiu ainda que a invasão não teria acontecido há quatro anos se fosse ele o presidente, tal como já referiu diversas vezes noutras ocasiões. Recorde-se que o presidente na altura era Joe Biden.
No entanto, Trump fez a promessa de acabar com a guerra quando foi eleito e, um ano depois, o conflito ainda decorre.
Dentro dos conflitos políticos, falou ainda do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, e destacou a libertação dos reféns detidos pelo grupo islamita palestiniano. No entanto, foi contestado pela congressista Rashida Tlaib, democrata de Michigan, que não só gritou "É genocídio", em referência a Israel, como sublinhou que "é mentira" que o presidente tenha acabado com oito guerras.