terça-feira, 10 fev. 2026

Netanyahu aceita convite de Trump para integrar Conselho de Paz

Dos 60 países convidados por Trump, 15 já aceitaram oficialmente. França e Noruega rejeitaram, por considerarem que coloca em causa o papel das Nações Unidas, e Portugal ainda não se pronunciou.
Netanyahu aceita convite de Trump para integrar Conselho de Paz

O primeiro-ministro israelita aceitou o convite do presidente norte-americano, Donald Trump, em fazer parte da nova organização mundial proposta pela Casa Branca, o Conselho de Paz.

“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aceitou o convite do Presidente dos EUA, Donald Trump, para integrar, como membro, o Conselho de Paz", pode ler-se num comunicado oficial do gabinete de Benjamin Netanyahu. 

Dos 60 países convidados por Trump a fazerem parte deste conselho, Canadá, Alemanha, Argentina, Hungria, Marrocos, Albânia, Cazaquistão, Uzbequistão, Vietname, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Azerbeijão, Paraguai e Israel são os que já aceitaram oficialmente. 

No entanto, há dois que também já se pronunciaram contra a participação: França e Noruega. Fontes próximas do Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmaram que o país recusou a adesão por considerar que a proposta excede o âmbito do conflito em Gaza e levanta questões sobre "o respeito pelos princípios e a estrutura das Nações Unidas, que não podem ser questionados". Portugal foi convidado a 16 de janeiro, mas ainda não se sabe uma resposta oficial.

A criação do Conselho de Paz tem gerado várias polémicas, principalmente por se considerar que pode meter em causa o papel das Nações Unidas. No entanto, esse parece ser o objetivo: no texto enviado pela Casa Branca a todos os países convidados, pode ler-se uma critica explícita a instituições internacionais que “falharam repetidamente” numa alusão às Nações Unidas. 

Inicialmente, o conselho era destinado a supervisionar os trabalhos de reconstrução de Gaza após mais de dois anos de conflito; no entanto, a Casa Branca veio reformular, dizendo que  o Conselho visa "promover a estabilidade, restaurar uma governação fiável e legítima e garantir uma paz duradoura" em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos armados.