O pai do influenciador argentino Gaspar “Gaspi” Prim Díaz levantou dúvidas sobre as circunstâncias da colisão entre dois helicópteros que provocou seis mortes no Rio de Janeiro.
Em declarações ao jornal argentino Clarín, Ricardo Prim afirmou acreditar que o caso poderá ter uma explicação diferente de um acidente, embora não tenha apresentado elementos concretos que sustentem essa suspeita.
“Não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Eu recebo muitos dados e acredito que não foi um acidente. Para mim, foi um atentado”, afirmou.
A colisão aconteceu no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, e vitimou seis pessoas, entre elas Gaspi, de 23 anos, e o músico norte-americano Oliver Tree, de 32.
Investigação ainda analisa causas da colisão
Apesar das declarações do pai da vítima, as autoridades brasileiras continuam a seguir uma linha de investigação técnica para determinar o que provocou o choque entre as duas aeronaves.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está a avaliar várias hipóteses, incluindo falhas de comunicação entre os pilotos, problemas relacionados com a distância entre os helicópteros e eventuais irregularidades nos procedimentos de voo.
As aeronaves envolvidas tinham certificados de aeronavegabilidade válidos junto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Contudo, estavam registadas para uso privado e não para operações de transporte aéreo remunerado.
Seis pessoas morreram no acidente
Além de Gaspi e o cantor Oliver Tree, morreram na colisão o cineasta Lucas Vignale, o produtor musical Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.
O caso está também a ser investigado pela Polícia Civil brasileira, que procura determinar se houve responsabilidades criminais relacionadas com a queda das aeronaves.
O relatório final do Cenipa, que deverá esclarecer as causas do acidente, poderá demorar entre dois e cinco anos a ser concluído.