quinta-feira, 16 abr. 2026

"Não à guerra e não a si." Sánchez enfrenta duras críticas por parte da direita espanhola

A expressão foi utilizada pelo líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo.
"Não à guerra e não a si." Sánchez enfrenta duras críticas por parte da direita espanhola

A tensão política em Espanha voltou a subir depois de partidos de direita acusarem o primeiro-ministro Pedro Sánchez de ser um “pacifista de pacotilha”, numa crítica direta à sua posição sobre defesa e investimento militar.

A expressão foi utilizada pelo líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, durante um debate sobre a posição de Espanha face ao conflito no Irão. O dirigente acusou Sánchez de contradição entre o discurso contra a guerra e o aumento do investimento em defesa.

Segundo o El País, Feijóo criticou o facto de o governo se apresentar como pacifista enquanto, simultaneamente, reforça despesas militares e mantém relações estratégicas com aliados internacionais.

"Resumo-lhe a nossa posição: não à guerra e não a si", afirma Feijóo. Também o líder do Vox, de extrema-direita, que tem o terceiro maior grupo parlamentar em Espanha, acusou Sánchez de se aproveitar "de qualquer desastre para tapar a corrupção".

"Quer a guerra porque o ruído oculta as suas corruptelas", disse Santiago Abascal, presidente do VOX, que tem manifestado apoio aos EUA e a Israel nos ataques ao Irão.

Sánchez respondeu com firmeza, acusando a direita de ter contribuído para o agravamento da situação internacional ao apoiar e não criticar determinadas intervenções militares.

O primeiro-ministro defendeu que Espanha deve manter uma linha clara de oposição à escalada de conflitos. Por outro lado, confirmou que o país tem aumentado os gastos com a Defesa, para cumprir compromissos assumidos no seio da NATO por governos anteriores, liderados pelo PP.

Pedro Sánchez repetiu o "não à guerra" que assumiu desde os primeiros ataques ao Irão, no final de fevereiro e voltou a condenar os Estados Unidos e Israel por terem iniciado o conflito.