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Os presos da prisão de Barinas, no oeste da Venezuela, realizaram um motim no telhado do estabelecimento prisional no domingo, com colchões a arder, onde pedem a destituição do diretor da prisão. Segundo eles, supervisiona os guardas enquanto estes disparam sob presos desarmados.
"Queremos justiça. Eles estão a disparar contra nós", apelou um dos presos num vídeo compartilhado pelo Observatório Prisional da Venezuela, uma Organização Não Governamental, na rede social X. O vídeo mostra ainda um homem com um ferimento de bala no peito.
Fizeram parte do motim cerca de 1.200 homens e 100 mulheres.
De acordo com a agência Reuters, os detidos explicaram que protestavam "pacificamente" quando os guardas começaram a disparar contra o grupo.
Acusam ainda Elvis Macuare Guerrero, o atual diretor, de lhes tirar as suas roupas, de os proibir de receber visitas e de serem pressionados vender drogas.
Da parte de fora do motim, no exterior da prisão, vários familiares dos detidos entraram em confronto com as autoridades venezuelanas enquanto tentavam entrar no estabelecimento. Após conseguirem, afirmam ter ouvido gritos e explosões.
A mesma ONG garante estar a documentar toda a situação e a reportar aos órgãos de fiscalização dos direitos humanosm na Venezuela.