Morreu o saxofonista e lenda do jazz Sonny Rollins, aos 95 anos. A informação foi avançada por um porta-voz do artista à Associated Press.
Embora não tenha sido dado um motivo para a sua morte, o mesmo porta-voz explicou que Sonny Rollins estava "confinado" à sua casa em Nova Iorque há alguns anos devido a vários problemas de saúde, sem especificar.
Nascido a 7 de setembro de 1930, Rollins só podia ter sido músico: nasceu numa família com a mesma profissão, e que o incentivou a seguir o caminho do saxofone depois de lhe oferecerem um aos 11 anos.
Ainda em adolescente, foi convidado para integrar a banda de Thelonious Monk, tendo tocado mais tarde com Miles Davis e Bud Powell.
No entanto, perdeu grande parte do que conquistou devido ao consumo de cocaína. Chegou a cumprir prisão e a estar na condição de sem-abrigo nas ruas de Chicago. Entrou numa clínica de reabilitação em 1954, naquela que considerou um "despertar espiritual".
Após vários álbuns lançados e uma insatisfação incessante, Rollins ganhou um Grammy de "Melhor Álbum Instrumental de Jazz", com o álbum "This is What I Do" (2001). Deixou de dar concertos em 2012 e desde 2014 que já não tocava.
Rollins era um dos grandes nomes vivos do Bebop - um estilo revolucionário de jazz que surgiu na década de 1940 em Nova Iorque - e um dos mais influentes na área do saxofone.