terça-feira, 18 ago. 2026

Morreu Lindsey Graham, um dos maiores aliados de Donald Trump no Senado dos EUA

O senador republicano Lindsey Graham morreu aos 71 anos, após uma doença súbita. Figura central do Partido Republicano e um dos mais próximos aliados de Donald Trump, liderava a Comissão do Orçamento do Senado e preparava-se para disputar um quinto mandato. Trump já reagiu, descrevendo-o como "um verdadeiro patriota americano"
Morreu Lindsey Graham, um dos maiores aliados de Donald Trump no Senado dos EUA

O senador republicano Lindsey Graham morreu este sábado, aos 71 anos, após sofrer uma "doença rápida e repentina", confirmou o seu gabinete. A notícia foi avançada pela Associated Press e posteriormente confirmada através de um comunicado publicado na rede social X.

"A família agradece as orações, mas pede privacidade neste momento incrivelmente difícil", refere a nota divulgada pela equipa do senador pela Carolina do Sul.

Segundo comunicações das autoridades, citadas pela NBC News, as equipas de emergência foram chamadas à residência de Graham, em Capitol Hill, na sequência de uma ocorrência por paragem cardíaca.

Donald Trump presta homenagem

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu este domingo à morte de um dos seus mais próximos aliados políticos.

"O senador Lindsey Graham, uma das pessoas e um dos senadores mais extraordinários que já conheci, faleceu. Estava sempre a trabalhar e era um verdadeiro patriota americano. Vamos sentir muito a sua falta", escreveu Trump na sua rede social.

Graham era considerado uma das vozes mais influentes do Partido Republicano em matérias de defesa, política externa e segurança nacional.

Apesar de ter sido inicialmente crítico de Trump durante as primárias republicanas de 2016, tornou-se um dos seus aliados mais fiéis, assumindo um papel de destaque na defesa das posições da administração republicana.

Em março deste ano, chegou mesmo a afirmar que Donald Trump era "o padrão de ouro para os republicanos" em matéria de política externa, colocando-o acima do antigo Presidente Ronald Reagan.

Mais de duas décadas no Senado

Lindsey Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado desde 2003 e presidia atualmente à Comissão do Orçamento.

Preparava-se para disputar um quinto mandato nas eleições intercalares de novembro, nas quais será renovado um terço do Senado e a totalidade da Câmara dos Representantes.

Ao longo da carreira, destacou-se pela defesa do reforço da presença militar dos Estados Unidos no mundo e pelo firme apoio a Israel, tornando-se uma referência republicana nas questões internacionais.

Israel recorda um "grande amigo"

A morte de Graham motivou também reações em Israel.

O Presidente israelita, Isaac Herzog, descreveu o senador como "um grande amigo de Israel", elogiando a sua "clareza moral", o seu sentido de justiça e o papel desempenhado no fortalecimento da aliança entre os dois países.

Também o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, lamentou a morte do republicano, considerando-o "um verdadeiro amigo do Estado de Israel" e um dos seus mais consistentes defensores.

Segundo Katz, Lindsey Graham apoiou Israel nos momentos mais difíceis e trabalhou incansavelmente para reforçar a parceria estratégica entre Jerusalém e Washington.

Com a morte de Lindsey Graham, o Partido Republicano perde uma das suas figuras mais influentes no Senado e Donald Trump um dos seus aliados políticos mais próximos.