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O drama dos cinco mergulhadores italianos mortos nas Maldivas chegou ao fim esta quarta-feira, após as equipas de resgate recuperarem os corpos dos dois últimos desaparecidos numa caverna subaquática no atol de Vaavu.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano, um dos corpos foi içado para um barco de apoio, enquanto o segundo estava ainda a ser trazido à superfície sob supervisão de um mergulhador responsável pelas paragens de descompressão.
Também o porta-voz do Governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, confirmou que os dois mergulhadores foram finalmente retirados da gruta e transportados para a superfície.
O acidente ocorreu a 14 de maio durante um mergulho numa zona profunda do atol de Vaavu. Um corpo foi encontrado no próprio dia e outros dois foram recuperados na terça-feira, todos numa cavidade subaquática localizada a cerca de 60 metros de profundidade.
As operações de busca ficaram ainda marcadas pela morte de um socorrista da Força de Defesa Nacional das Maldivas, vítima de complicações relacionadas com descompressão durante os trabalhos de resgate.
Entre as vítimas estavam uma professora universitária de biologia marinha, Monica Montefalcone, a filha Giorgia e dois jovens investigadores ligados à Universidade de Génova.
Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, citado pela imprensa internacional, o mergulho não integrava oficialmente a missão científica autorizada pela universidade, tendo sido realizado a título pessoal.
As autoridades das Maldivas abriram uma investigação ao caso e suspenderam a licença de operação do barco utilizado pelo grupo.
A legislação local proíbe turistas de mergulharem abaixo dos 30 metros de profundidade.
Apesar de acidentes deste tipo serem considerados raros nas Maldivas, o caso voltou a levantar questões sobre segurança em atividades de mergulho extremo num dos destinos turísticos mais procurados do mundo.