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A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reiterou o seu compromisso no combate à máfia, na sequência da polémica gerada pela publicação de uma fotografia onde surge ao lado de um alegado membro do crime organizado.
A imagem, divulgada por vários meios de comunicação italianos, mostra Meloni com Gioacchino Amico, associado ao chamado clã Senese, atualmente colaborador da justiça.
Meloni acusou órgãos como o La Repubblica e o Il Fatto Quotidiano de atuarem com “má-fé”, rejeitando qualquer tentativa de a associar a círculos criminosos.
A líder italiana argumentou que, ao longo da sua carreira política, tirou milhares de fotografias com cidadãos, muitas vezes sem conhecer quem são.
Governo “comprometido” no combate à máfia
A chefe do executivo sublinhou que o seu compromisso contra todas as formas de máfia é “cristalino” e recordou medidas adotadas pelo seu governo, incluindo o reforço de regimes prisionais para membros do crime organizado.
A polémica levou a oposição, nomeadamente o Partido Democrático, a exigir explicações sobre possíveis ligações entre o clã Senese e o partido de Meloni, Irmãos de Itália.
Deputados e membros da comissão antimáfia consideram que têm surgido indícios “cada vez mais detalhados” de ligações entre elementos do crime organizado e círculos políticos da direita italiana.
A controvérsia surge numa altura delicada para o governo, após a demissão de Andrea Delmastro, subsecretário da Justiça e membro dos Irmãos de Itália, envolvido num caso relacionado com alegadas ligações a pessoas associadas ao mesmo clã.
Apesar da pressão política, Meloni garante que não se deixará intimidar e insiste que as acusações não passam de ataques com motivações políticas.