quinta-feira, 05 mar. 2026

Melania: documentário da primeira dama é um dos pior classificados de sempre

O documentário, que mostra os momentos que antecedem o segundo mandato de Donald Trump, teve uma média de cerca de seis pessoas por exibição e uma receita total próxima dos cinco mil euros em Portugal.
Melania: documentário da primeira dama é um dos pior classificados de sempre

O documentário Melania, centrado nos dias que antecederam a tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos em 2025, está a gerar reações extremas dentro e fora das salas de cinema. Produzido pela Amazon MGM Studios, o filme tornou-se simultaneamente um dos documentários mais falados do ano e um dos pior classificados de sempre em várias plataformas de crítica cinematográfica.

Nos Estados Unidos, Melania arrecadou cerca de sete milhões de dólares no fim de semana de estreia, superando largamente as previsões iniciais, que apontavam para receitas entre três e cinco milhões. O valor representa a melhor estreia de um documentário na última década no mercado norte-americano, de acordo com a revista Forbes.

Já em Portugal, o cenário foi bastante diferente. De acordo com dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), o documentário foi visto por 727 espectadores entre quinta-feira e domingo, distribuídos por 25 salas de cinema. Ao todo, realizaram-se 121 sessões, com uma média de cerca de seis pessoas por exibição e uma receita total próxima dos cinco mil euros. O filme ficou em 20.º lugar no ranking geral do fim de semana e foi o sexto mais visto entre as estreias da semana.

Um investimento sem precedentes

Com estreia mundial a 30 de janeiro, Melania envolveu um investimento global de cerca de 75 milhões de dólares (aproximadamente 63 milhões de euros), um valor recorde para um documentário. Quase metade deste montante terá sido destinada a uma campanha de marketing de grande escala, que levou o filme a estrear em cerca de 3.300 salas nos Estados Unidos.

A Amazon MGM Studios terá pago cerca de 40 milhões de dólares pela aquisição dos direitos do documentário e de uma futura série documental associada ao projeto, prevista para estrear ainda este ano. Apesar da forte aposta financeira, a empresa não divulgou dados relativos à exibição fora do mercado norte-americano.

Produzido em parceria com a Muse Films — produtora criada por Melania Trump —, o documentário acompanha o quotidiano da ex-primeira-dama durante os 20 dias que antecederam a tomada de posse presidencial. O New York Times descreveu o filme como uma “crónica muito circunscrita e cuidadosamente encenada”, sublinhando o controlo narrativo e a ausência de momentos de maior confronto ou distanciamento crítico.

Regresso polémico atrás das câmaras

O documentário marca ainda o regresso do realizador Brett Ratner ao cinema, após um afastamento de vários anos. O cineasta estava fora da indústria desde 2017, quando foi acusado por várias mulheres de conduta sexual imprópria — acusações que sempre negou.

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