sexta-feira, 12 jun. 2026

Médio Oriente. Há uma portuguesa entre os ativistas retidos da caravana humanitária na Líbia

Os ativistas retidos pelas autoridades estão incontactáveis.
Médio Oriente. Há uma portuguesa entre os ativistas retidos da caravana humanitária na Líbia

Ana Margarida França Santana Baptista é a cidadã portuguesa que faz parte do grupo retido pelas auotoridades numa caravana humanitária no leste da Líbia. O movimento Global Sumud Land, movimento paralelo à Global Sumud Flotilla, cujos ativistas foram detidos por Israel, alerta para o facto de os retidos estarem incontactáveis.

Fazem parte do mesmo grupo uma cidadã espanhola, outra polaca, uma norte-americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos, além de médicos, professores, engenheiros e jornalistas de 30 países que saíram há um mês da Mauritânia. Ao todo, são cerca de 350 cidadãos.

Dora Lemos, uma das coordenadoras do movimento, explicou à agência Lusa que a caravana saiu de Zwaiya com destino a Sirte, a leste da capital da Líbia, estando previsto chegar à Faixa de Gaza no dia 15 de maio.

“Exigimos a intervenção urgente das autoridades portuguesas e líbias através de todos os meios legais, exigindo a libertação de Ana Margarida França Santana Baptista e de outros cidadãos e a garantia da proteção da sua integridade física e psicológica”, apelou Dora Lemos, acrescentando que “Estes ativistas em missão humanitária estão onde os governos da União Europeia falham ao recusarem sancionar o governo genocida de Israel e que arriscam as suas vidas para que o direito internacional humanitário seja cumprido“.

Em comunicado, o grupo já tinha explicado que as negociações com as autoridades do leste da Líbia para "receção e entrega da ajuda humanitária" estavam "bloqueadas".

“Cada artigo transportado está meticulosamente documentado. Todos os participantes estão comprometidos com uma ação civil e não violenta. Cada passo é dado em conformidade com o direito internacional”, garante a organização.

Os organizadores consideram que “o genocídio e o bloqueio de Gaza continuam” e que o povo palestiniano “não pode esperar que este absurdo burocrático seja resolvido para receber socorro e ajuda”.

A agência Lusa contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português para mais informações sobre o paradeiro da portuguesa, mas sem sucesso.