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Ana Margarida França Santana Baptista é a cidadã portuguesa que faz parte do grupo retido pelas auotoridades numa caravana humanitária no leste da Líbia. O movimento Global Sumud Land, movimento paralelo à Global Sumud Flotilla, cujos ativistas foram detidos por Israel, alerta para o facto de os retidos estarem incontactáveis.
Fazem parte do mesmo grupo uma cidadã espanhola, outra polaca, uma norte-americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos, além de médicos, professores, engenheiros e jornalistas de 30 países que saíram há um mês da Mauritânia. Ao todo, são cerca de 350 cidadãos.
Dora Lemos, uma das coordenadoras do movimento, explicou à agência Lusa que a caravana saiu de Zwaiya com destino a Sirte, a leste da capital da Líbia, estando previsto chegar à Faixa de Gaza no dia 15 de maio.
“Exigimos a intervenção urgente das autoridades portuguesas e líbias através de todos os meios legais, exigindo a libertação de Ana Margarida França Santana Baptista e de outros cidadãos e a garantia da proteção da sua integridade física e psicológica”, apelou Dora Lemos, acrescentando que “Estes ativistas em missão humanitária estão onde os governos da União Europeia falham ao recusarem sancionar o governo genocida de Israel e que arriscam as suas vidas para que o direito internacional humanitário seja cumprido“.
Em comunicado, o grupo já tinha explicado que as negociações com as autoridades do leste da Líbia para "receção e entrega da ajuda humanitária" estavam "bloqueadas".
“Cada artigo transportado está meticulosamente documentado. Todos os participantes estão comprometidos com uma ação civil e não violenta. Cada passo é dado em conformidade com o direito internacional”, garante a organização.
Os organizadores consideram que “o genocídio e o bloqueio de Gaza continuam” e que o povo palestiniano “não pode esperar que este absurdo burocrático seja resolvido para receber socorro e ajuda”.
A agência Lusa contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português para mais informações sobre o paradeiro da portuguesa, mas sem sucesso.