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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta terça-feira a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP e OPEP+). Este é um anúncio impactante num momento sensível para a organização devido à guerra no Médio Oriente.
A tensão está especialmente centrada nas dificuldades de passar pleo Estreito de Ormuz, controlado pelo Irão e bloqueado à navegação. Antes da guerra, era por esta rota marítima que passava cerca de 20% do consumo mundial de petróleo.
A OPEP tem sido acusado pelo presidente norte-americano de "enganar o resto do mundo" ao aumentar os preços do petróleo.
O anúncio ocorre após os Emirados Árabes Unidos criticarem países árabes por não os apoiarem contra inúmeros ataques iranianos desde o início do conflito, a 28 de fevereiro. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, tem criticado veemente a resposta árabe e do Golfo Pérsico aos ataques iranianos. "Os países do Conselho de Cooperação do Golfo apoiaram-se logisticamente, mas política e militarmente, acredito que sua posição tem sido historicamente a mais fraca", afirmou.
A OPEP é uma organização intergovernamental fundada em 1960 para coordenar as políticas petrolíferas dos seus membros, visando estabilizar o mercado e garantir preços justos. Já a OPEP+ é a mesma organização, mas expandida a mais países.
Do grupo original fazem parte a Arábia Saudita (líder), Iraque, Irão, Kuwait, Venezuela, Argélia, Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e Emirados Árabes Unidos. A estes, juntam-se os aliados Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão, México, Omã, Bahrein, Malásia, Sudão, Sudão do Sul e Brunei.