sexta-feira, 10 jul. 2026

Mais de 94 milhões de pessoas na Europa expostas a temperaturas acima dos 35 graus

A vaga de calor está a atingir grande parte do continente europeu e Portugal está entre os países onde as temperaturas elevadas deverão fazer-se sentir. Mais de 350 milhões de pessoas poderão enfrentar máximas superiores a 30 graus.
Mais de 94 milhões de pessoas na Europa expostas a temperaturas acima dos 35 graus

A Europa está a atravessar dias de calor intenso, com cerca de 94 milhões de pessoas expostas a temperaturas superiores a 35 graus Celsius esta quarta-feira. França e Espanha são os países mais afetados, mas a subida das temperaturas também deverá sentir-se em Portugal.

Os dados foram reunidos pela agência AFP, com base nas previsões do serviço meteorológico alemão e nas projeções populacionais para 2025 do Joint Research Centre, e mostram que mais de 350 milhões de pessoas na Europa, excluindo a Turquia, poderão enfrentar temperaturas acima dos 30 graus.

França e Espanha concentram maior impacto

Na União Europeia, mais de 90 milhões de pessoas deverão ser afetadas por temperaturas superiores a 35 graus. França continental e Espanha concentram a maior parte dos casos, com cerca de 50 milhões de pessoas expostas em território francês e mais de 20 milhões em Espanha.

No caso espanhol, a previsão aponta para que cerca de 38 milhões de habitantes sintam temperaturas acima dos 30 graus. Em França, praticamente toda a população continental deverá enfrentar valores elevados durante o dia.

Além destes países, também Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Itália, Portugal, Alemanha e Hungria deverão ser atingidos pela vaga de calor.

Temperaturas podem estar subestimadas nas cidades

A análise combina previsões meteorológicas com a distribuição da população para estimar o número de pessoas afetadas. O modelo utilizado tem uma resolução aproximada de 6,5 quilómetros, mas não consegue representar totalmente o efeito das chamadas ilhas de calor urbanas.

David Jablonski, da organização austríaca Klimadashboard, explicou à AFP que os números apresentados poderão até estar abaixo da realidade nas grandes cidades, onde o calor tende a ser mais intenso devido à concentração de edifícios e superfícies que acumulam temperatura.

A Europa tem enfrentado episódios de calor cada vez mais frequentes e intensos, com impacto na saúde pública, no consumo de energia e no risco de incêndios rurais.