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O anúncio foi feito pela própria organização Flotilha Global Sumud, que está a preparar a "maior missão marítima em defesa da Palestina da história".
"À medida que a atenção mundial se deslocou para o conflito regional mais alargado, o regime israelita intensificou a sua agenda genocida, reforçando o cerco, restringindo a ajuda humanitária, expandindo os colonatos, acelerando a apropriação de terras, implementando uma lei de pena de morte de 'apartheid' que se aplica exclusivamente aos palestinianos e ocultando os seus crimes de guerra no meio do caos", sublinhou a Global Sumud, num comunicado divulgado na quarta-feira.
Desta vez, as mais de mil pessoas, com cerca de 70 barcos (mais 20 do que na missão anterior), deverão partir no próximo domingo de Barcelona.
Para apoiar de forma técnica e logística, ao contrário das outras missões, saírão também de Barcelona os barcos "Artic Sunrise" da Organização Não Governamental Greenpeace, e os "Open Arms", da ONG espanhola com o mesmo nome.
De Barcelona, vão mais de mil pessoas, ao todo de 70 países, incluindo Portugal.
As reivindicações da Flotilha Global Sumud
A iniciativa tem quatro reivindicações. A primeira será a abertura de um corredor por mar e por terra de acesso a Gaza de forma a garantir a passagem de ajuda humanitária, profissionais de saúde e materiais de reconstrução, destruindo o bloqueio israelita.
Pedem ainda "o embargo imediato de armas" a Israel, além de que a reconstrução e o próprio Governo de Gaza sejam liderados por palestianianos.
Por fim, a garantia do direito de regresso para todos os palestinianos deslocados.
"A estratégia e o objetivo da flotilha são claros: desafiar o bloqueio ilegal imposto por Israel a Gaza, entregar ajuda humanitária e confrontar o genocídio em curso contra o povo palestiniano e a cumplicidade que o torna possível", reiterou a organização, e acrescentou: "Não zarpamos apesar da guerra, das escaladas, das ameaças e dos cessar-fogos frágeis e desrespeitados, mas precisamente por causa deles".
No comunicado, a organização faz ainda questão de destacar que "cada barco, cada delegação, cada momento de ação cívica internacional pode ajudar a devolver a Palestina ao centro da atenção global", acrescentando que o movimento das embarcações foi pensado de acordo com a ameaça que se faz sentir naquela zona.