Linha de alta velocidade em Espanha reativada um mês após acidente que causou 47 mortes

Acidente fez mais de uma centena de feridos, incluindo dois portugueses. Autoridades anunciaram reabertura depois realizados testes técnicos, trabalhos de inspeção e recuperação da via afetada.
Linha de alta  velocidade em Espanha reativada um mês após acidente que causou 47 mortes

A linha de alta velocidade do comboio que descarrilou, provocando 47 mortos, foi agora reativada, cerca de um mês depois do fatal acidente.

Foi a empresa pública Adif , que gere as infraestruturas ferroviárias espanholas, que autorizou a empresa Renfe, empresa pública responsável pelos comboios de alta velocidade, a retomar o serviço entre Madrid a Andaluzia, no sul de Espanha.

Segundo o comunicado da Renfe, as linhas entre Madrid e Sevilha, Cádis, Granada e Huelva “retomarão os seus horários regulares”. Já o serviço de Madrid a Málaga só deverá estar normalizado no início de março, devido a atrasos nas obras da via. Até lá, a empresa irá implementar um plano de transbordo rodoviário entre Antequera e Málaga.

Também a empresa privada de transportes ferroviários Iryo confirmou a através das suas redes sociais o retorno do seu serviço de alta velocidade entre Madrid e Sevilha com 14 ligações, sete em cada sentido.

Sublinhe-se que Espanha é a quinta rede ferroviária mais vasta da Europa com 15.700 quilómetros. Só em linhas de alta velocidade, são cerca de 4.500 quilómetros, sendo a segunda maior do mundo e a maior na Europa.

O primeiro relatório da comissão independente, que ainda está a investigar o caso, indicou um possível problema num carril, num ponto de soldadura feito há meses como possível causa do descarrilamento que, além dos 47 óbitos, deixou mais de cem pessoas feridas.

Recorde-se que entre os sobreviventes, encontram-se dois portugueses, que estão fora de perigo.