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Um juiz sul-coreano que agravou a pena de prisão da ex-primeira-dama Kim Keon-hee foi encontrado morto nas instalações do tribunal em Seul.
Segundo a polícia da Coreia do Sul, Shin Jong-o foi encontrado inconsciente durante a madrugada no Tribunal Superior de Seul e transportado para o hospital, onde acabou por ser declarado morto. A polícia indica que, para já, não existem indícios de crime.
As autoridades acrescentaram que não foi encontrada qualquer carta de suicídio, contrariando informações avançadas por alguns meios de comunicação locais.
Caso de corrupção marcou decisão recente
O magistrado tinha estado recentemente no centro de um caso mediático, ao condenar Kim Keon-hee a quatro anos de prisão por corrupção, agravando a pena inicial de 20 meses e aplicando ainda uma multa de cerca de 50 milhões de won (aproximadamente 29 mil euros).
O tribunal decidiu também anular a absolvição da ex-primeira-dama relativamente a acusações de manipulação de ações.
Durante a leitura da sentença, transmitida em direto, o juiz afirmou que a arguida “não admitiu a sua culpa”, recorrendo a justificações em vez de assumir responsabilidades.
Contexto político marcado por crise
Kim Keon-hee é casada com o ex-presidente Yoon Suk-yeol, que governou entre 2022 e 2025 e cujo mandato ficou marcado por forte instabilidade política.
Em 2025, o ex-chefe de Estado foi destituído do cargo e posteriormente condenado a prisão perpétua por liderar uma insurreição, após ter decretado lei marcial meses antes — uma decisão que gerou forte contestação interna.
A morte do juiz surge num momento de elevada tensão política e judicial na Coreia do Sul, embora, para já, as autoridades afastem a existência de qualquer crime.