quinta-feira, 05 mar. 2026

Jovem portuguesa morreu após cirurgia estética em clínica que conheceu nas redes sociais

A investigação continua em curso e as autoridades turcas procuram apurar se existiu negligência médica
Jovem portuguesa morreu após cirurgia estética em clínica que conheceu nas redes sociais

Uma jovem portuguesa de 22 anos morreu cinco dias após se submeter a uma cirurgia plástica numa clínica na Turquia que conheceu através das redes sociais. O caso está a ser investigado há dois anos e continua sem julgamento.

Segundo o jornal turco Haberler, a vítima, Aida Alexandre Oliveira, que vivia na Suíça, viajou para Istambul a 1 de março de 2024 para realizar uma cirurgia estética. No próprio dia da chegada, dirigiu-se à clínica e foi submetida a uma lipoaspiração com injeção de gordura nos quadris.

Após a intervenção foi para o hotel onde se hospedou. Cinco dias depois sentiu-se mal e voltou ao hospital privado, onde foi observada pelo mesmo médico que realizou a cirurgia. Aida acabou por morrer a 7 de março.

A autópsia concluiu que a jovem morreu devido a uma hemorragia interna, provocada pela rutura de um vaso sanguíneo durante a operação, bem como por obstrução das vias respiratórias causada por um coágulo.

A investigação continua em curso e as autoridades turcas procuram apurar se existiu negligência médica.

Pais pedem justiça

Citados pelo Haberler, os pais da jovem afirmam confiar no sistema judicial turco. “Os nossos advogados estão a fazer o possível para resolver o caso e evitar que algo semelhante se repita no futuro. Aconteceu com a nossa filha, mas amanhã pode acontecer com o filho de outra pessoa. A nossa dor é tão profunda que não queremos que mais ninguém passe por isto”, afirmaram.

Eduarda e António sublinham que apenas desejam que o processo avance:
“Perdemos a nossa filha aos 22 anos. No dia 7 de março fazem dois anos da sua morte. Levámos o caso a tribunal para que ela possa descansar em paz. Queremos justiça e esperamos que seja feita o mais rapidamente possível.”

Suspeitas de negligência

O advogado da família, Fatih Bulut, explicou ao mesmo jornal que Aida celebrou, em 2024, um acordo com um médico na Suíça para realizar a cirurgia estética na Turquia, adquirindo um pacote que incluía a operação, as passagens aéreas e uma semana de estadia num hotel em Istambul.

“O contrato referia tratar-se de uma pequena cirurgia. No quinto dia após a operação, Aida sentiu-se mal no quarto do hotel, foi transportada de ambulância para o hospital e acabou por morrer após ser internada”, afirmou.

Segundo o advogado, a família acredita que houve negligência durante o procedimento, quer pelos materiais utilizados, quer pela conduta médica, lamentando ainda que o processo se arraste há dois anos devido a entraves burocráticos.

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