segunda-feira, 09 mar. 2026

Jovem de extrema-direita morto em conflitos políticos em França. Responsáveis continuam em fuga

O jovem tinha apoiado na quinta-feira à tarde o protesto de um grupo que se manifestava contra a visita de uma deputada considerada "de esquerda" ao Sciences Po Lyon (Instituto de Estudos Políticos de Lyon).
Jovem de extrema-direita morto em conflitos políticos em França. Responsáveis continuam em fuga

Quentin Deranque, de 23 anos, morreu no passado sábado, dois dias após ser brutalmente espancado pelo que se acredita ser um grupo de indivíduos de extrema-esquerda francesa.

O estudante de matemática tinha apoiado na quinta-feira à tarde o protesto de um grupo que se manifestava contra a visita de uma deputada considerada "de esquerda" ao Sciences Po Lyon (Instituto de Estudos Políticos de Lyon).

De acordo com o procurador-geral, Thierry Dran, o conflito começou inicialmente entre dois grupos. No entanto, alguns conseguiram escapar, sendo que Deranque terá sido um dos três ativistas que foi cercado pelo grupo adversário.

Imagens gravadas por testemunhas mostravam os três jovens do grupo de Quentin a serem agredidos por um grupo de mais pessoas. Um dos jovens - que se acredita ser Deranque - permaneceu no chão. A autópsia revelou que foram as agressões que causaram danos fatais no crânio e cérebro.

Thierry Dran explicou ainda que Deranque ainda tentou voltar para casa com um amigo, mas que teve de acionar os serviços de emergência pelo caminho devido à degradação do estado de saúde.

Ministros do governo do Presidente Emmanuel Macron responsabilizaram militantes da “extrema-esquerda” pela morte do jovem de 23 anos, prestando condolências à família. “Manifestamente foi a extrema-esquerda que atuou… Tratou-se de um linchamento, com golpes que provavelmente não tinham a intenção de ser fatais", disse o ministro do Interior, Laurent Nuñez, citado pela BBC. Ao mesmo tempo, na rede social X, escreveu: "Nenhuma causa pode justificar esta explosão de violência".

Já o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, declarou: “Foi a extrema-esquerda que o matou. Não há qualquer dúvida quanto a isso.”

O advogado da família Deranque, Fabrice Rajon, já se manifestou, lamentando a morte do jovem. “Nunca esteve envolvido em problemas… Defendia as suas convicções de forma não violenta", afirmou.

O procurador-geral de Lyon garantiu que foi aberta uma investigação formal ao homicídio e que as diligências para apurar responsabilidades continuam.

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