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Uma ida ao hospital acabou por revelar uma gravidez e levou uma adolescente de 15 anos a denunciar o treinador de voleibol que a acompanhava há várias temporadas, em Palma, Maiorca.
O homem, de 23 anos, foi detido pela Polícia Nacional espanhola por suspeitas de agressão sexual contra a menor. A detenção aconteceu no final da semana passada, depois de a família da jovem ter comunicado o caso às autoridades.
Segundo as informações divulgadas pela agência EFE, os acontecimentos que estão a ser investigados remontam a junho. O treinador terá convidado a adolescente e outra colega de equipa, também menor, para uma refeição na sua residência.
Depois de a outra jovem ter saído da casa, a adolescente permaneceu no local. É nesse momento que, segundo a denúncia apresentada às autoridades, terá ocorrido a alegada agressão sexual. O suspeito terá levado a menor para o quarto, obrigou-a a despir-se, e consumou a violação.
A menor terá sido, ainda, ameaçada para não contar a ninguém o que se tinha passado.
Gravidez levou família a procurar ajuda médica
A situação só terá sido conhecida algum tempo depois.
Uma familiar da adolescente terá estranhado alterações no seu comportamento. Quando a jovem começou a sentir-se mal, muitas vezes indisposta, foi acompanhada pela familiar a um hospital em Palma.
Os exames realizados no estabelecimento de saúde revelaram que estava grávida. A descoberta acabou por conduzir à apresentação de uma denúncia contra o treinador.
O caso passou para a Unidade de Atendimento à Família e à Mulher (UFAM) da Polícia Nacional, responsável pela investigação deste tipo de ocorrências.
Suspeito ficou em liberdade
Depois de ser detido, o treinador foi colocado à disposição judicial no passado sábado.
O tribunal determinou que aguardasse o desenvolvimento do processo em liberdade e sujeito a uma ordem de afastamento da vítima, estando impedido de contactar a adolescente.
A investigação permanece em curso e deverá permitir esclarecer as circunstâncias da alegada agressão e determinar eventuais responsabilidades criminais.
O homem é, para já, suspeito dos factos denunciados, não existindo uma condenação judicial.