Grigory Nekhoroshev, jornalista russo conhecido por ter divulgado, em 2008, uma investigação sobre a alegada relação entre Vladimir Putin, e a ex-ginasta olímpica Alina Kabaeva, foi encontrado morto na sua casa, na Letónia aos 69 anos.
Nekhoroshev dirigia o jornal Moskovsky Korrespondent quando o meio publicou uma reportagem que apontava para uma suposta relação entre Putin e Kabaeva. Pouco depois da divulgação da notícia, o jornal encerrou atividade, um episódio que gerou forte atenção mediática dentro e fora da Rússia.
Na altura o presidente russo era casado com Lyudmila Putina, com quem foi esteve durante 30 anos e com quem tem duas filhas: Maria, de 35 anos, e Katerina, de 34.
Morte ocorreu na Letónia
O jornalista foi encontrado morto em Riga, capital da Letónia, onde vivia há 11 anos depois de fugir da Rússia. Segundo o jornal britânico Metro, as primeiras informações indicam que a morte poderá ter sido provocada por envenenamento após o consumo de cogumelos selvagens recolhidos pelo próprio, no quintal da sua casa.
Os amigos revelam que Nekhoroshev vivia com pensamentos constante de que poderia ser alvo de tentativa de homicídio, devido à investigação que realizara.
Reportagem colocou-o sob pressão
A investigação publicada em 2008 sobre a vida privada de Vladimir Putin tornou Nekhoroshev uma figura conhecida fora da Rússia. Na altura, o Kremlin negou as alegações e a publicação acabou por desaparecer pouco tempo depois. O jornalista afirmou posteriormente ter sido alvo de pressões, interrogatórios e ameaças relacionados com o caso.
Ao longo dos anos, Nekhoroshev manteve uma posição crítica em relação ao regime russo. Em várias ocasiões, descreveu-se como um adversário político de Putin devido ao impacto que a reportagem teve na sua vida profissional e pessoal.