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A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, raptada no final de março em Bagdade, deverá ser libertada pelo grupo armado Kataib Hezbollah, aliado do Irão, que anunciou esta terça-feira a decisão.
Segundo a mesma fonte, a repórter deverá abandonar o Iraque após a libertação, numa condição imposta pelos sequestradores.
O rapto ocorreu junto ao Hotel Bagdá, na rua al-Saadoun, quando o veículo em que seguia foi intercetado por elementos armados. A jornalista foi retirada à força e levada para parte incerta, num ataque rápido que gerou alarme na zona.
Shelly Kittleson trabalha como freelancer e tem colaborado com vários meios internacionais, incluindo Al-Monitor, Foreign Policy e The National. Ao longo dos últimos anos, destacou-se pela cobertura no terreno de temas sensíveis no Iraque, nomeadamente a atividade do autoproclamado Estado Islâmico e de milícias apoiadas pelo Irão.
O anúncio da libertação surge dias após o sequestro e numa altura em que persistem tensões na região, não sendo ainda conhecidos mais detalhes sobre as circunstâncias da entrega da jornalista.