O antigo presidente da Catalunha, Jordi Pujol, foi retirado do julgamento em que era acusado juntamente com os sete filhos, depois de a justiça espanhola concluir que sofre de demência e não reúne capacidade para responder em tribunal.
A decisão foi tomada pela Audiência Nacional, após uma avaliação presencial realizada em Madrid e análise de relatórios médicos apresentados pela defesa. O juiz José Ricardo de Prada considerou existir “impossibilidade” de o ex-dirigente se defender, afastando-o do processo.
O julgamento, que começou em novembro de 2025, prossegue agora apenas com os filhos e restantes arguidos, num caso ligado a alegada ocultação de património e suspeitas de corrupção.
Figura central da política espanhola durante décadas, Pujol liderou a Catalunha entre 1980 e 2003 e foi um dos nomes mais influentes do período pós-ditadura de Francisco Franco.