A saúde das finanças públicas de França encontra-se numa situação bastante precária. O rácio dívida/PIB situa-se perto dos 120 %, com um défice orçamental de cerca de 6 % do PIB. Como é que o país chegou a esta situação e o que propõe o Rassemblement National para resolver esta situação orçamental insustentável, se é que isso ainda é possível?
França vive acima das suas possibilidades há várias décadas. E Emmanuel Macron, ao degradar de forma espetacular a dívida de França, mas também ao agravar o défice comercial e as dificuldades para as nossas empresas e para a nossa indústria – também sob o peso do Green Deal imposto por Bruxelas – paralisou completamente a economia francesa. Consideramos que não haverá prosperidade reencontrada para França, nem um regresso ao seu papel de liderança no palco europeu, se não tivermos empresas prósperas e robustas e se não restabelecermos a ordem nas contas do Estado. A primeira medida que tomaremos à frente do país será uma grande auditoria às finanças públicas, porque muito provavelmente houve falta de transparência na forma como as contas do Estado têm sido geridas. E França tem este paradoxo: é o Estado que mais cobra no mundo, com mais impostos e taxas, mas talvez aquele onde o dinheiro público é mais mal aplicado. Ou seja, quanto mais os franceses pagam em impostos, mais a qualidade dos serviços públicos se degrada: há menos segurança, a justiça é mais lenta, as escolas funcionam pior e os serviços de saúde também funcionam pior. Por isso, os franceses querem agora saber para onde vai o seu dinheiro.
Falou desse problema dos serviços públicos na última parte da sua resposta e gostaria de lhe perguntar se isso pode ser uma consequência do sistema político francês. O clima político em França é atualmente um dos mais tensos da Europa, e a arquitetura política transformou-se num sistema de fraquezas, onde nenhum dos três grandes blocos é suficientemente forte para governar, mas suficientemente forte para bloquear. Como é que França pode vir a desatar este nó?
Há dois anos, vencemos as eleições europeias, na sequência das quais o Presidente Macron decidiu dissolver a Assembleia Nacional, considerando que a nossa vitória era um desmentido à sua própria política. Ficámos em primeiro lugar tanto na primeira como na segunda volta. Para nos impedir de formar governo, o partido de Emmanuel Macron aliou-se à extrema-esquerda, representada em França por Jean-Luc Mélenchon, preferindo paralisar o país, a sua economia e as suas instituições, em vez de me permitir obter uma maioria na Assembleia Nacional para governar e constituir um governo. Estas manobras antidemocráticas estão hoje a custar-nos muito caro e mergulharam França, há já quase dois anos, numa instabilidade democrática e institucional que não conhecíamos há muito tempo sob a Quinta República. Os franceses esperam estabilidade, tal como as empresas, e creio que somos o único partido político que está atualmente em condições de obter, no próximo ano, uma maioria na Assembleia Nacional. Nem a extrema-esquerda, nem o que restar politicamente de Emmanuel Macron conseguirão alcançar uma maioria na Assembleia Nacional. Hoje, encarnamos no panorama político francês, simultaneamente, a promessa de mudança e a promessa de estabilidade.
Portanto, está realmente confiante de que o Rassemblement National possa alcançar uma maioria parlamentar?
Creio que só nós podemos vencer as próximas eleições presidenciais – é isso que indicam atualmente todas as sondagens realizadas em França – e que, com um intervalo de quatro semanas, podemos naturalmente obter uma maioria absoluta. E essa maioria absoluta, diremos aos franceses, é necessária para recuperar França, tal é o estado de degradação do nosso país, o agravamento da situação económica, da situação de segurança e da desordem migratória que hoje reina por toda a França e por toda a Europa, colocando sobre o país ameaças existenciais. Assim, França deve reencontrar a sua grandeza, o seu instinto de potência e de grande nação; deve restabelecer a ordem internamente, relançar a sua economia e recuperar um papel de liderança na cena europeia e internacional.
Há pouco falou sobre Jean-Luc Mélenchon e a esquerda. Existe um conceito, o ‘Islamo-Gauchisme’, que está a surgir e a tornar-se cada vez mais popular em França e em todo o mundo. Pedia-lhe, por favor, para o explicar brevemente e que nos diga o que significa e como afeta o presente e o futuro de França?
Há já mais de trinta anos que a esquerda foi abandonando progressivamente o terreno operário e social para se dedicar quase exclusivamente à promoção da imigração, considerando que era necessário substituir os eleitores operários por eleitores imigrantes. Esta imigração, em muitos territórios franceses, atingiu proporções consideráveis, fazendo com que a ideologia islamista se tenha tornado dominante em vários territórios e em diversas comunas. Ora, há já vários anos que a esquerda não só fechou os olhos ao desenvolvimento da ideologia islamista, como também a encarou como um potencial eleitorado, fazendo campanha pela defesa da Palestina, do uso do véu, do burquíni e de horários separados nas piscinas. Todas estas reivindicações comunitárias foram promovidas e defendidas pela esquerda, na esperança de conquistar um novo eleitorado de substituição. Esta aliança passou a ser designada em França como ‘islamo-esquerdismo’. Esta ideologia é muito perigosa para França, porque aposta na sua desagregação, na sua implosão e na sua fragmentação comunitária. Eu sou profundamente republicano e, na sua Constituição, a França afirma que a República é una e indivisível. E a história de França – já o era no tempo da monarquia, mas ainda mais hoje – tem sido um combate permanente contra a divisão e a favor da unidade nacional. Ou seja, foram necessários vários séculos para construir esta unidade da nação francesa. Nós pretendemos continuar esse caminho, defendendo essa ideia nos próximos anos, face a uma extrema-esquerda cada vez mais violenta, que recorre inclusivamente à violência física e que hoje atenta gravemente contra as liberdades individuais e os valores republicanos.
Passemos agora à cena internacional. Tem demonstrado alguma reserva em relação às ações de Donald Trump, principalmente no que diz respeito à política externa, e gostaria de lhe perguntar: mesmo que possam ser considerados aliados ideológicos, como é que esta intervenção externa dos Estados Unidos afeta esta aliança internacional nacional-conservadora, da qual creio que se considera parte integrante?
Em primeiro lugar, quando se é francês, não é preciso procurar modelos no estrangeiro. É muito chauvinista e muito patriótico dizer isto, mas França sempre foi uma potência de equilíbrio, independência e equidistância em relação às grandes potências. Depois, o segundo mandato do Presidente Trump é muito diferente do primeiro. O primeiro era uma promessa de isolacionismo; o segundo caminha para o intervencionismo, mesmo que isso se afaste daquilo que penso, a partir de França, ter sido o motor do voto em Trump, que consistia em dizer ‘America First’. O que é certo é que Trump pertence a esta geração de dirigentes políticos que já não veem o seu país como uma nação, mas como um império, com ambições imperiais que chegam ao ponto de ameaçar anexar território europeu ou de intervir militarmente em várias regiões do mundo. Penso que os objetivos de guerra do Presidente Trump são totalmente erráticos. Ninguém é hoje capaz de encontrar uma coerência na linha de política externa defendida pelo presidente Trump. Eu posiciono-me em função dos interesses de França. E, no que diz respeito à intervenção americana no Irão – sendo que considero o regime iraniano, o regime dos aiatolás, um regime abominável, opressor internamente e patrocinador do terrorismo internacional externamente – olho para o interesse do meu país, e nós estamos a pagar muito caro essa intervenção americana. A nossa economia paga um preço muito elevado por essa intervenção. As faturas de combustível, tal como o aumento do custo de vida, nomeadamente no plano energético, são uma consequência muito pesada da intervenção americana. Por isso, a prioridade deve ser a paz, o cessar-fogo e a reabertura do estreito de Ormuz, porque é aí que reside o interesse de França. Temos também parcerias de segurança e relações de amizade muito fortes com os Emirados Árabes Unidos e com o Líbano, e o papel de França é também assegurar a segurança dos seus parceiros na região. Penso, por fim, que Trump reflete um mundo sem direitos nem leis, onde apenas conta a relação de forças. Podemos concordar ou não, mas essa é a realidade do mundo tal como ele é hoje. E França só existirá plenamente se voltar a ser uma potência e se recuperar, mais uma vez, um papel de liderança na cena internacional. E a nossa aliança – a aliança dos patriotas – é, antes de mais, europeia.
Referiu que o regime iraniano é um patrocinador do terrorismo internacional. E estava a fazer de tudo para conseguir adquirir uma arma nuclear. Por isso, pergunto-lhe: será que Trump e Israel, que é vizinha do Irão e lida diretamente com o Irão na região, podem dar-se ao luxo de deixar o Irão colocar as mãos numa arma nuclear?
Os objetivos de Trump são erráticos, mas os interesses de Israel são perfeitamente compreensíveis. Israel, enquanto democracia praticamente única no Médio Oriente, está a travar uma guerra contra o Irão porque está a lutar pela sua própria segurança e pela segurança da sua nação. Mais uma vez, a posição americana é difícil de interpretar. Recordo-lhe que o próprio Presidente Trump rompeu os Acordos de Viena durante o seu primeiro mandato, acordos esses que previam precisamente o enquadramento e a limitação do desenvolvimento nuclear no Irão. Em segundo lugar, em todo o caso, houve uma intervenção militar que, em junho de 2025, naquilo a que se chamou a ‘guerra dos doze dias’, terá, segundo a versão americana, permitido neutralizar uma parte das infraestruturas nucleares. Portanto, é evidente que é necessário fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir que o Irão obtenha a bomba nuclear. Porque não seria desejável que uma teocracia islâmica, que retira a sua legitimidade do ódio que expressa em relação ao Ocidente – e em particular a Israel – tivesse o poder nuclear nas suas mãos. Mas, mais uma vez, a posição americana é ilegível. O objetivo é o nuclear? O objetivo é uma mudança de regime? O objetivo é apropriar-se das infraestruturas petrolíferas, como aconteceu, por exemplo, na intervenção na Venezuela? O que observo é que as intervenções externas, nomeadamente as americanas, raramente trouxeram democracia e progresso às sociedades em causa. E, muitas vezes, os americanos cometeram o erro de subestimar os seus adversários.
Sendo assim, como vê o futuro da aliança Transatlântica e qual será o papel de França nesse futuro?
Ao anunciar que está a ponderar uma retirada da NATO, o presidente norte-americano põe, de facto, em causa a legitimidade e até a própria existência desta organização. Penso que Donald Trump defende os interesses dos Estados Unidos. E, por isso, a Europa deve defender os interesses das nações europeias. E eu desejo que, no futuro próximo, França – sobretudo no plano da defesa e no plano militar – possa assumir um novo papel na Europa. Porque dispomos de uma base industrial de excelência. E digo aos nossos aliados europeus: comprem caças Rafale em vez de comprarem F-35 americanos – serão mais independentes. Porque França detém um lugar no Conselho de Segurança da ONU. E porque possui armamento nuclear. Assim, França tem um papel essencial em matéria de defesa e segurança, tanto para a sua própria proteção como no âmbito do papel de liderança que deverá voltar a assumir na cena europeia.
Voltemos agora ao que está a acontecer na Europa. Falámos da aliança nacional-conservadora há pouco, e queria perguntar-lhe se considera que a derrota de Viktor Orbán na semana passada representou um duro golpe para esta aliança ou se, pelo contrário, foi um sinal de renovação, tendo também em conta as credenciais patrióticas e nacionalistas de Péter Magyar?
Antes de mais, somos profundamente democratas. E, por isso, é necessário respeitar o voto dos povos, tanto quando nos convém como quando não nos convém. O povo húngaro expressou-se. Penso que manifestou um desejo de renovação após 16 anos de governação de Viktor Orbán. Viktor Orbán é um grande líder, um patriota. O senhor Magyar foi, durante muitos anos, um compagnon de route de Viktor Orbán. Assim, a realidade é que muitas das ideias, constatações e análises políticas que ele apresenta se aproximam das que eram defendidas por Viktor Orbán.
Constato também que estas eleições desmentem as acusações feitas contra a Hungria, segundo as quais o país não seria uma democracia. O senhor Magyar provou que essas acusações eram falsas e que a Hungria é, de facto, uma democracia, pois não só foi eleito como obteve uma maioria esmagadora no Parlamento. O senhor Magyar foi, sem dúvida, incentivado de forma direta e indireta pela União Europeia e pela presidente da Comissão, que pretendia afastar Viktor Orbán. É evidente que a nossa aliança perde um lugar no Conselho, mas isso faz parte do jogo democrático. E creio que há hoje muitos povos na Europa, bem como partidos aliados – quer no nosso grupo, quer no grupo ECR – que aguardam que França vença as eleições presidenciais. Porque, no fundo, há apenas dois países capazes de alterar o funcionamento da construção europeia: França e a Alemanha. Assim, uma vitória do RN nas próximas presidenciais será uma vitória francesa, mas também uma vitória europeia, que implicará necessariamente mudanças no cenário europeu.
Ainda sobre Orbán, li um artigo de Jeremy Carl, um comentador americano conservador e ex-subsecretário adjunto do Interior na primeira administração Trump, para o Claremont Institute que diz o seguinte: «Sem Orbán, provavelmente não teríamos Marine Le Pen, Jordan Bardella, a AfD, Giorgia Meloni ou outros líderes e partidos nacionalistas em ascensão na Europa que poderiam colocar os seus países num rumo mais positivo». Concorda ou acha que é um exagero?
Não, não, de todo. Penso que as dinâmicas europeias têm poucas implicações, têm poucas consequências a nível nacional. Ou seja, o resultado na Hungria não tem absolutamente nenhum impacto no comportamento eleitoral dos franceses. Mas o que é certo é que todas as personalidades que mencionou – e que foram referidas por esse senhor – contestam o funcionamento de um sistema. E, neste caso, na Europa, contestam o funcionamento da atual União Europeia, que consideramos ser portadora de desordem, de uma visão errada da construção europeia, que viola a soberania dos Estados, acelera a imigração e organiza o declínio económico através do Green Deal. Portanto, existe, entre todos esses eleitorados, sentimentos comuns e partilhados. E penso que há também um sentimento partilhado de orgulho nacional. Nós assumimos a nossa bandeira, assumimos a nossa história, assumimos a nossa identidade e a nossa cultura – e temos nisso um enorme orgulho. Quanto às alianças, estas apoiam-se mutuamente, mas não creio que uma pessoa em particular tenha aberto o caminho.
Queria perguntar-lhe, ainda a propósito de Orbán: o seu e outros partidos do movimento nacional-conservador consideravam Orbán como o último bastião da resistência soberanista contra Bruxelas. Terá sido isso que levou alguns nacional-conservadores a fechar os olhos, em certa medida, ao seu controlo sobre grande parte do Estado e da sociedade húngaros após 16 anos no poder?
Ah, quanto a isso, não tenho informações sobre o assunto. Desconfio das acusações feitas pela oposição a Viktor Orbán. Quanto ao resto, se há inquéritos, há inquéritos, mas não tenho informações específicas sobre o assunto. E, de qualquer forma, não me cabe a mim comentá-los em particular. Penso que a Comissão Europeia travou uma guerra contra a Hungria, porque a Hungria, nos últimos 10 anos, recusou-se, nomeadamente em 2015, a acolher migrantes provenientes de Lampedusa, quando se verificou a desestabilização da Síria, em particular, e a partir daí, Orbán surgiu como uma das principais forças de contestação ao domínio da Comissão Europeia sobre os Estados. E penso que a chantagem exercida sobre a Hungria, de não conceder as subvenções devido à presença de Viktor Orban, é, na verdade, uma escolha profundamente antidemocrática, porque prejudica milhões de húngaros que, no âmbito do funcionamento da União Europeia, deveriam receber esse dinheiro.
Já que estamos a falar de Bruxelas, os Patriotas afirmam encarnar precisamente essa resistência que Orbán personificou contra o que costumam chamar de Leviatã europeu. Por isso, em primeiro lugar, diga-me quais são, para si, as questões mais importantes que considera erradas na UE? Aproveito também para perguntar de antemão, uma vez que presumo que pretende liderar uma reforma da UE: como tenciona fazê-lo? Que caminho seguiria? E quais são os seus principais objetivos para a UE que imagina?
Antes de mais, eu não sou contra a construção europeia. Sou a favor de uma Europa das nações livres e soberanas. E, por isso, defendo enfraquecer o poder da Comissão Europeia e reforçar o poder do Conselho. E desejo que a Europa possa trazer valor acrescentado em todos os grandes desafios que se colocam à nossa geração no século XXI: a inteligência artificial, a indústria, a transição energética e o clima, o desafio migratório, o setor espacial. É nestes grandes projetos do século XXI que esperamos a ação da construção europeia. Para mim, a União Europeia deve ser profundamente transformada a partir de dentro – é preciso mudar tudo sem destruir nada. Há duas grandes políticas europeias que contesto: a política de decrescimento imposta pelo Green Deal, nomeadamente com o fim da venda de veículos novos com motor de combustão até 2035, que conseguimos pôr em causa no Parlamento Europeu. E também a estratégia ‘do prado ao prato’ na agricultura. A União Europeia causa um prejuízo considerável aos nossos agricultores, porque agrava a concorrência internacional desleal.
O outro grande desafio é, evidentemente, o desafio migratório. Aliás, acabámos de fazer aprovar no Parlamento Europeu um novo regulamento de retorno que permitirá a sua rápida implementação. Trata-se de uma vitória direta dos Patriotas e da direita no Parlamento Europeu, de mãos dadas. É a regulamentação mais rigorosa sobre imigração alguma vez adotada na União Europeia, porque a única ciência exata é a demografia. E, face à Europa, o continente africano passará de cerca de 1,1 mil milhões de habitantes para 2,5 mil milhões nos próximos 20 anos. Existe, portanto, uma urgência absoluta em proteger as nossas sociedades de uma transformação demográfica que ainda está apenas no seu início.
Por fim, como estão as suas expectativas para as eleições presidenciais do próximo ano?
Extremamente confiante, mas uma eleição é um longo caminho e nunca, nunca está ganha de antemão. Vamos travar esta batalha com o nosso amor por França, recordando aos franceses que o nosso único adversário é o tempo que passa. E que, dentro de cinco anos, se os patriotas não chegarem ao poder, receio que já não exista uma única fábrica automóvel em França, que já não haja muitos agricultores e que a insegurança dê lugar a cartéis de droga que assumem o controlo de certos territórios. E regozijo-me por ver que esta esperança que levamos em França é também partilhada noutros países da Europa, nomeadamente aqui em Portugal, pelo meu amigo André Ventura, que alcançou um desempenho notável desde a criação deste jovem movimento – jovem em comparação com o Rassemblement National –, mas que já chegou à segunda volta das eleições presidenciais. Desejo-lhe a vitória e espero que um dia o vosso país possa ter à sua frente um patriota sincero e honesto como o André.