quinta-feira, 14 mai. 2026

Jihadistas do JNIM reivindicam ataques coordenados no Mali

Homens armados atacaram vários pontos estratégicos da capital e outras cidades, desencadeando confrontos intensos com as forças armadas malianas.
Jihadistas do JNIM reivindicam ataques coordenados no Mali

O grupo jihadista JNIM, afiliado à Al-Qaeda, reivindicou uma série de ataques coordenados em várias cidades do Mali, incluindo a capital Bamako, numa das ofensivas mais graves dos últimos anos.

De acordo com autoridades e testemunhas citadas pela Associated Press, homens armados atacaram vários pontos estratégicos da capital e outras cidades, desencadeando confrontos intensos com as forças armadas malianas.

Alvos incluem aeroporto e instalações governamentais

Num comunicado, o JNIM afirmou ter atacado a sede do presidente Assimi Goïta, a residência do ministro da Defesa Sadio Camara, o aeroporto internacional de Bamako — Aeroporto Internacional Modibo Keïta — e instalações militares na cidade de Kati, nos arredores da capital.

O grupo afirmou ainda ter tomado a cidade estratégica de Kidal, no norte do país, numa operação conjunta com a Frente de Libertação do Azawad.

Os EUA condenaram “de forma enérgica” os ataques, expressando condolências às vítimas e reafirmando o apoio às autoridades malianas no combate ao terrorismo.

Num comunicado citado pela EFE, Washington manifestou disponibilidade para apoiar esforços de paz e segurança na região.

Combates em várias regiões do país

O exército do Mali confirmou que “grupos terroristas armados” atacaram posições militares e garantiu posteriormente que a situação estava “sob controlo”.

Ainda assim, foram registados tiroteios, explosões e movimentações de helicópteros militares em Bamako e nos arredores, levando a alertas de segurança por parte da embaixada norte-americana.

Confrontos foram também reportados noutras cidades, como Gao, Mopti e Sévaré, num cenário de agravamento da violência jihadista e separatista.

Uma das ofensivas mais graves dos últimos anos

O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década uma escalada de violência associada a grupos jihadistas e movimentos separatistas.

A ofensiva agora reivindicada pelo JNIM é considerada uma das mais graves contra o regime nos últimos anos, embora não exista ainda um balanço oficial de vítimas.