Dois suspeitos foram detidos esta segunda-feira após uma tentativa de assalto a uma carrinha de transporte de valores numa estrada do sul de Itália, numa operação marcada por confrontos, perseguições e cortes de trânsito.
O ataque ocorreu na estrada 613, que liga as cidades de Brindisi e Lecce, quando um grupo composto por vários indivíduos armados montou uma emboscada para intercetar o veículo. Segundo as autoridades, os suspeitos recorreram a diferentes viaturas para bloquear a via, criando um cenário que impediu a circulação normal. Os videos de testemunhas já circulam nas redes sociais.
Para enganar outros condutores, os assaltantes apresentaram-se com vestuário semelhante ao das forças de segurança e utilizaram luzes intermitentes nos automóveis. Um dos veículos foi colocado na estrada e incendiado, numa tentativa de atrasar a chegada da polícia.
A carrinha de valores seguia acompanhada por uma equipa de segurança, que reagiu ao ataque, originando um confronto no local. Após o fracasso da ação, os suspeitos colocaram-se em fuga, sendo localizados mais tarde na zona de Squinzano, na região de Lecce.
Durante a perseguição, foram registados disparos contra uma viatura policial e uma colisão com um automóvel descaracterizado das forças de segurança. Dois homens, naturais da província de Foggia, acabaram por ser intercetados quando circulavam num SUV e foram conduzidos para interrogatório.
As autoridades continuam a investigar se os detidos integravam o grupo responsável pela tentativa de assalto. Na sequência dos acontecimentos, a estrada 613 esteve temporariamente encerrada nos dois sentidos, para permitir a remoção dos veículos destruídos e a normalização do tráfego.
Esta não é a primeira tentativa de assalto com o mesmo esquema
Nos últimos meses, registaram-se mais tentativas de assalto em autoestradas na Itália. Entre os crimes, está um assalto de 2 milhões de euros na zona de Calábria, no dia 1 de dezembro. Além desse, também conseguiram roubar 400 mil euros na autoestrada A14, em Abruzzo, no dia 5 de janeiro deste ano.
Acredita-se que os crimes estão ligados a grupos paramilitares, que têm um longo histório de assaltos neste âmbito.