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Gaza está a passar por uma fase rígida de restrições. Apesar do suposto cessar fogo estar em vigor desde outubro do ano passado, os bombardeamentos não param: e agora, até as brincadeiras das crianças estão a ser destruídas.
O Conselho de Paz, incumbido pelo Governo norte-americano de supervisionar o acordo na Faixa de Gaza, alertou esta terça-feira que os papagaios, frequentemente usados nas brincadeiras das crianças (que não têm mais nada com que brincar) podem servir como ameaça. Devido à possibilidade de transportarem material explosivo e serem direcionados para Israel, foram proibidos quaisquer objetos voadores, sob pena de fortes retaliações.
"Toda a atividade militante em Gaza deve cessar, incluindo o lançamento de papagaios de papel. Transmitimos esta mensagem diretamente através do mecanismo estabelecido", adiantou fonte do Conselho, que falou à agência France-Presse (AFP) sob anonimato.
“As crianças já estão a sofrer e esta é a única coisa, o único jogo que têm aqui na Faixa de Gaza, com que brincam em Gaza. Agora limitam-se a chorar e a gritar. Não há outro jogo além deste”, lamenta um deslocado de Gaza.
Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, avisaram no passado domingo o Hamas de que Israel iria intensificar as suas operações militares na Faixa de Gaza caso o lançamento de papagaios, drones e balões em direção a Israel continuasse.
A memória dos papagaios
Embora as brincadeiras das crianças em Gaza não tenham segundas intenções ao nível militar, os papagaios encontrados em território israelita reacendem a memória da altura em que uma vaga de papagaios e balões incendiários vindos do território palestiniano ocupou terrenos agrícolas no sul de Israel, incendiando-os.