quinta-feira, 05 mar. 2026

Israel invade o Líbano e já lançou 4 mil bombas sobre o Irão

Tropas israelitas cruzam fronteira libanesa no quarto dia de guerra. Mais de 1.700 alvos atacados pelos EUA e Trump corta relações com Espanha
Israel invade o Líbano e já lançou 4 mil bombas sobre o Irão

Israel invadiu o Líbano esta terça-feira, com tropas terrestres a cruzarem a fronteira para atacar posições do Hezbollah, enquanto as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter lançado mais de 4.000 bombas contra o Irão desde sábado — o mesmo número usado na "guerra dos 12 dias" de junho passado.

A guerra entrou no quarto dia com o balanço de vítimas a agravar-se: pelo menos 555 mortos no Irão, segundo o Crescente Vermelho, enquanto no Líbano os bombardeamentos mataram 52 pessoas.

O ministro da Defesa israelita autorizou tropas a "controlar novas posições no Líbano" e as IDF anunciaram ter matado o líder do Hezbollah em bombardeamentos sobre Beirute. Telavive emitiu alertas de evacuação para 80 cidades libanesas. A Embaixada dos EUA em Beirute encerrou operações "por tempo indeterminado".

Trump corta Espanha

Entretanto o priedente dos EUA, Donald Trump, anunciou que vai "cortar todas as relações comerciais com a Espanha", acusando Madrid de ter sido "terrível" ao recusar permitir que forças americanas usassem bases espanholas para ataques ao Irão.

Trump, criticou o governo de Pedro Sánchez e anunciou o corte de “todas as negociações” com Espanha, após Madrid se ter recusado a permitir o uso das bases aéreas de Rota e Morón nas operações militares contra o Irão nos últimos dias.

“Alguns países têm sido muito bons, excelentes. O chefe da NATO, Mark Rutte, é fantástico. Mas alguns países europeus, como Espanha, têm sido terríveis”, afirmou o presidente norte-americano, acrescentando que tinha pedido ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, para “cortar todas as relações comerciais” com Madrid.

Tudo começou quando todos os países europeus, a meu pedido, concordaram em pagar 5% [do PIB em gastos com defesa], o que deveriam estar a fazer. Todos se mostraram entusiasmados: a Alemanha, todos, mas Espanha não o fez. E agora disse que não podemos usar as suas bases”, lembrou Trump.

Embora os EUA tenham retirado de imediato os seus aviões das bases espanholas, Trump frisou que não era obrigado a fazê-lo, mas decidiu seguir a recomendação devido à postura que considerou hostil do governo de Pedro Sánchez. “Podíamos usar as bases se quiséssemos. Podíamos simplesmente voar e usá-las. Ninguém nos vai dizer para não as usarmos, mas não temos por que fazê-lo. Eles mostraram-se hostis, então eu disse: ‘Não queremos’”, atirou, acrescentando ainda que Espanha “não tem absolutamente nada do que precisamos, além de pessoas maravilhosas”.

“Eles têm pessoas maravilhosas, mas não têm uma grande liderança”, declarou.

Trump admitiu que os ataques "provavelmente vão durar entre quatro a cinco semanas", com o secretário Marco Rubio a alertar que "os piores impactos ainda estão por vir".

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