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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a queda iminente do regime em Teerão estaria "para breve", confirmando um dos objetivos da operação militar "Fúria Épica".
“Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania”, afirmou Netanyahu em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos perto de Jerusalém, que causou a nove mortos no domingo. “Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (…) Depende deles”, acrescentou o primeiro-ministro.
A Operação "Fúria Épica" liderada pelos EUA e Israel provocou mais de 550 mortos no Irão, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano. Em Israel, a retaliação iraniana provocou nove mortos.
Esta segunda-feira, meios de comunicação social iranianos, citando a Guarda Revolucionária iraniana, tinham noticiado que o gabinete do primeiro-ministro israelita tinha sido atacado pelas Forças Armadas da República Islâmica, o que foi negado por Israel.
"É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária do Irão", afirmou um porta-voz do gabinete de Newnyahu à agência de notícias espanhola EFE.
As defesas israelitas anunciaram que têm intercetado a maior parte dos projéteis iranianos que se dirigem ao país. No entanto, já nove pessoas morreram na sequência de um míssil que atingiu uma sinagoga e casas vizinhas em Beit Shemesh, a 30 quilómetros de Jerusalém.
Recorde-se que Israel e Estados Unidos iniciaram na manhã de sábado uma operação militar contra o Irão, cujo objetivo é "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, sobretudo relacionadas com o armamento nuclear. A retaliação do Irão tem-se estendido a várias bases norte-americanas e israelitas.