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Israel anunciou a suspensão da cooperação com o gabinete do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, após o país ter sido incluído na lista relacionada com violência sexual em zonas de conflito, ao lado de organizações como o Hamas e a ISIS.
"Esta é uma decisão política! Completamente desconectada dos factos e da realidade!", começa por escrever o embaixador israelita na ONU, Danny Danon, numa publicação na rede social X, acompanhada de um vídeo.
"Israel apresentou provas, documentos e respostas detalhadas para cada alegação. Convidamos representantes da ONU para virem ao terreno e examinarem a situação de perto, e eles, é claro, optaram por não fazê-lo", informa ainda, acrescentando: "Continuaremos firmes na busca pela verdade e a expor essas calúnias de sangue em todas as plataformas possíveis. A verdade prevalecerá".
O embaixador fez ainda uma referência a António Guterres, atual secretário-geral da organização, afirmando que Israel aguardará pela entrada de "um secretário-geral profissional e justo". O mandato de Guterres está previsto terminar no final do ano.
A imprensa israelita explica que o país insiste que apenas foi colocado nesta lista porque o Hamas também o foi em 2025, por suspeitas de cometer violações e outras formas de violências sexual no ataque de 7 de outubro de 2023, prolongando-se contra reféns mantidos em Gaza, de acordo com um relatório emitido pela representante especial da ONU, Pramila Patten.