quinta-feira, 16 abr. 2026

Irão reivindica ataque a centro de dados da Amazon no Bahrein

A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou ataque numa escalada sem precedentes contra empresas norte-americanas no Médio Oriente
Irão reivindica ataque a centro de dados da Amazon no Bahrein

A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou esta quinta-feira ter atingido um centro de dados da Amazon no Bahrein, num ataque que, segundo Teerão, terá forçado a empresa a abandonar a região.

A informação foi divulgada pela agência iraniana Mehr, sem, contudo, serem apresentados detalhes adicionais sobre a dimensão ou consequências concretas da operação.

O ataque surge poucos dias depois de a Guarda Revolucionária ter anunciado que passaria a visar diretamente empresas dos Estados Unidos no Médio Oriente.

Numa declaração anterior, o braço militar do regime iraniano divulgou uma lista de 18 multinacionais, incluindo a Microsoft, Apple, Google, Meta, Intel, IBM, Boeing e Nvidia.

Na mesma comunicação, Teerão avisava que estas empresas deveriam “esperar a destruição” das suas instalações na região, aconselhando trabalhadores e populações próximas a abandonarem os locais.

Contexto de conflito regional

A escalada ocorre num contexto de forte tensão após a ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Segundo fontes iranianas, os ataques terão eliminado vários altos responsáveis do regime, incluindo o líder supremo Ali Khamenei — entretanto substituído pelo seu filho, Mojtaba Khamenei — e o dirigente político Ali Larijani.

Washington e Telavive justificaram a operação com a falta de avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão insiste ter fins exclusivamente civis.

Retaliação e impacto regional

Em resposta, o Irão avançou com uma série de medidas de retaliação, incluindo o encerramento do Estreito de Ormuz e ataques a infraestruturas e bases militares em vários países da região.

Entre os alvos estão territórios como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

O ataque agora reivindicado à Amazon representa um novo patamar no conflito, ao visar diretamente interesses económicos e tecnológicos dos Estados Unidos, aumentando os receios de uma escalada com impacto global nos mercados, nas cadeias de abastecimento e na segurança digital.