quarta-feira, 13 mai. 2026

Irão detém 239 pessoas por alegada ligação a plano militar de EUA e Israel

Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, o Irão tem intensificado uma campanha de detenções em massa de alegados opositores e espiões ligados aos seus adversários
Irão detém 239 pessoas por alegada ligação a plano militar de EUA e Israel

As autoridades iranianas detiveram 239 pessoas suspeitas de colaborar com planos militares dos Estados Unidos e de Israel no âmbito da atual guerra, anunciou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo um comunicado divulgado pela agência Mehr, as detenções ocorreram nas províncias de Kermanshah, no oeste, e Curdistão, no noroeste do país.

De acordo com a Guarda Revolucionária, os detidos integravam “várias equipas afiliadas a grupos antirrevolucionários apoiados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista”, alegadamente envolvidas na preparação de um ataque militar a partir do oeste do Irão.

Na província do Curdistão foram detidas 84 pessoas, incluindo membros de grupos separatistas curdos e opositores ao regime. As operações resultaram numa morte e na apreensão de armamento pesado, como lança-foguetes RPG, munições e explosivos.

Já em Kermanshah, foram detidas 155 pessoas, entre as quais quatro suspeitos de espionagem alegadamente ligados ao Mossad.

Segundo as autoridades iranianas, sete dos detidos estarão envolvidos no fabrico de engenhos explosivos artesanais e na aquisição de armas ilegais com o objetivo de atacar instalações governamentais e militares.

Escalada de detenções desde início do conflito

Desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, o Irão tem intensificado uma campanha de detenções em massa de alegados opositores e espiões ligados aos seus adversários.

Nos últimos dias, a República Islâmica do Irão executou cinco pessoas por supostas ligações a Israel, incluindo um participante nos protestos de janeiro.

O conflito foi desencadeado após uma ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel, numa altura em que decorriam negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irão realizou ataques contra interesses norte-americanos na região e avançou com o bloqueio do Estreito de Ormuz, provocando uma crise global devido à subida dos preços do petróleo.

Entretanto, Washington e Teerão acordaram uma trégua e preparam novas rondas negociais, com mediação do Paquistão.

A guerra já provocou mais de cinco mil mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que entrou no conflito após ataques do Hezbollah contra Israel, a 2 de março