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Esta manhã, o combate aos incêndios provocados pelos ataques iranianos a instalações de gás liquefeito no Qatar, Ras Laffan, ainda decorria, mas sem registo de vítimas ou feridos, de acordo com a Qatar Energy, empresa estatal de petróleo e gás.
Na Europa, o preço do gás chegou a disparar 35%. Pouco depois do início das negociações, o contrato de futuros holandês, TTF, referência europeia, subiu 28,06% para 70 euros por megawatt/hora, depois de ter registado uma subida que atingiu os 35%.
Desde o início do conflito, o Qatar suspendeu a produção de gás natural, podendo agora atrasar a retoma com os "danos extensos" causados por estes ataques.
"Não hesitarei em fazê-lo": a ameaça de Trump
Após o ataque ao Qatar, o presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o Irão, desta vez com um ataque ao maior campo de gás do mundo, se voltar a atacar países "não envolvidos na guerra".
“NENHUM OUTRO ATAQUE SERÁ FEITO POR ISRAEL contra este importantíssimo e valioso campo de South Pars, a não ser que o Irão, imprudentemente, decida atacar um país inocente, neste caso, o Qatar. Nesta situação, os Estados Unidos da América, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, farão explodir completamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência nunca vistas ou testemunhadas pelo Irão”, ameaçou Donald Trump, na sua rede social Truth Social.
Recorde-se que Israel tinha atacado este campo na quarta-feira. Sobre este ataque, Trump garantiu que os Estados Unidos "não tinham conhecimento deste ataque específico, e o Qatar não estava envolvido de forma alguma, nem fazia ideia de que iria ocorrer".