terça-feira, 21 jul. 2026

Investigação revela restos mortais de mais de 100 cães em abrigo para animais abandonados na Califórnia

Fundadora do abrigo nega as acusações.
Investigação revela restos mortais de mais de 100 cães em abrigo para animais abandonados na Califórnia

O espaço que deveria ser um refúgio seguro para animais abandonados transformou-se num dos casos de alegada crueldade animal mais chocantes dos últimos anos nos Estados Unidos.

As autoridades do condado de Humboldt, no estado da Califórnia, encontraram, este domingo, os restos mortais de pelo menos 117 cães enterrados nas instalações do "Miranda's Rescue Animal Sanctuary", um abrigo que se apresentava ao público como uma organização "sem eutanásia". A descoberta aconteceu durante uma operação de buscas realizada no âmbito de uma investigação por suspeitas de maus-tratos a animais e fraude.

Foram encontrados centenas de ossos e coleiras

Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Humboldt, foram encontrados "na zona no interior de um celeiro que se acredita ser o local onde os cães terão provavelmente sido mortos", 21 crânios caninos, centenas de ossos e ainda cerca de 600 coleiras durante as buscas, segundo um comunicado citado pelo The Guardian.

Os exames preliminares realizados por veterinários forenses indicam que muitos dos animais apresentavam vestígios compatíveis com ferimentos provocados por armas de fogo. Em dezenas dos corpos foram identificados fragmentos de projéteis através de exames de raio-X.

Fundadora do abrigo nega irregularidades

A proprietária e administradora do abrigo, Shannon Miranda, em comunicado afirmou antes da descoberta dos restos mortais que os comentários online "apresentavam uma imagem incompleta e, em alguns casos, imprecisa" do local, segundo a BBC.

Miranda rejeitou as acusações e garante que o abrigo apenas recorria à eutanásia em situações muito excecionais, envolvendo animais gravemente doentes ou considerados um perigo para pessoas e outros cães.

Investigação começou após denúncias

O caso começou a ser investigado em abril, depois de um vizinho ter entrado na propriedade sem autorização e ter encontrado restos de um animal enterrado.