Relacionados
A ilha de Flores, na Indonésia, voltou esta quinta-feira a ser abalada por um sismo de magnitude 5,9, numa nova demonstração da intensa atividade sísmica que persiste na região cinco dias depois do terramoto de magnitude 7,7 que provocou uma tragédia no arquipélago.
De acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o novo sismo ocorreu a uma profundidade de apenas 10 quilómetros. Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre novas vítimas ou danos provocados pelo abalo.
O novo episódio acontece depois de uma sucessão de fortes réplicas que tem mantido a população em alerta desde o sismo principal, registado no passado sábado, 15 de agosto.
Mais de 3.000 réplicas registadas
O sismo de magnitude 7,7 atingiu a região de Flores às 05h58 locais de 15 de agosto. O epicentro foi localizado a cerca de 68 quilómetros a noroeste da cidade de Ende, na província de Nusa Tenggara Oriental, a uma profundidade de aproximadamente 10 quilómetros.
A baixa profundidade do terramoto contribuiu para a violência das ondas sísmicas e para a dimensão dos estragos provocados em várias zonas da ilha.
Segundo dados da Agência Meteorológica da Indonésia, foram registadas 3.002 réplicas entre sábado e quarta-feira, com magnitudes que variam entre 1,1 e 6,2.
A agência alertou ainda que a atividade sísmica permanecia flutuante, sem uma tendência clara de diminuição.
Sismo provocou dezenas de mortos e milhares de desalojados
O terramoto de 7,7 provocou uma destruição generalizada em várias zonas de Flores. Foram registados deslizamentos de terras, edifícios destruídos e estradas bloqueadas, dificultando o acesso das equipas de emergência a algumas comunidades.
Os dados mais recentes apontam para pelo menos 73 mortos e mais de 900 feridos. Cerca de 60 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas na sequência do desastre.
A dimensão dos estragos levou à mobilização de equipas de emergência, militares e forças de segurança para apoiar as operações de busca e salvamento e a distribuição de ajuda humanitária.
Em algumas zonas, as operações foram particularmente difíceis devido aos deslizamentos de terras e aos danos provocados nas estradas e nas redes de comunicação.
Mulher de 84 anos resgatada com vida três dias depois
No meio da devastação, uma operação de resgate terminou esta semana com um desfecho inesperado.
Uma mulher de 84 anos foi encontrada com vida três dias depois de ter ficado soterrada pelos destroços da sua casa de bambu. A mulher estava paralisada, mas sobreviveu apesar de ter ficado presa sob os escombros sem conseguir pedir ajuda.
Enquanto as equipas continuam a procurar sobreviventes e a avaliar os danos, a população de Flores permanece em alerta perante a possibilidade de novos abalos.