O dia 8 de Março de 2026 ficará para sempre marcado na memória de Glasgow. Pelas 15h46, hora local no domingo, os serviços de emergência foram alertados para uma explosão e um incêndio no rés-do-chão de um edifício comercial de quatro andares na Union Street, no coração da cidade escocesa. A origem? Uma loja de vape instalada no piso térreo do imóvel.
O que começou como um foco de chamas numa loja de cigarros electrónicos transformou-se rapidamente numa catástrofe de proporções históricas. Testemunhas relataram ter ouvido uma forte explosão antes de verem fumo espesso e chamas a sair do edifício, havendo suspeitas de que as baterias e cartuchos de gás dos cigarros electrónicas possam ter acelerado a progressão do incêndio, segundo a ITV.
O incêndio destruiu quase por completo o Union Corner, um edifício classificado datado de 1851 que antecede a própria Glasgow Central Station, inaugurada em 1879. A cúpula icónica colapsou durante a madrugada. No pico das operações foram mobilizados mais de 60 bombeiros e 18 veículos, incluindo uma bomba de alto volume a retirar água directamente do Rio Clyde, de acordo com a RTE.
A Glasgow Central Station, a mais movimentada de toda a Escócia, permanece encerrada sem data prevista para reabertura, com todos os serviços ferroviários suspensos e dezenas de comboios cancelados. Não há registo de vítimas.
O primeiro-ministro escocês John Swinney visitou o local esta segunda-feira e anunciou apoio financeiro do Governo escocês à recuperação da área afectada.
A sua perda foi considerada, pelos especialistas em património, como irreparável.