terça-feira, 16 jun. 2026

Imã condenado a prisão perpétua no Reino Unido por violar e abusar de sete mulheres

Um imã foi condenado a prisão perpétua no Reino Unido por violar e agredir sexualmente sete mulheres muçulmanas, incluindo menores. Abdul Halim Khan abusava da sua posição religiosa e alegava estar possuído por um espírito da mitologia árabe
Imã condenado a prisão perpétua no Reino Unido por violar e abusar de sete mulheres

Um imã foi condenado esta quinta-feira a prisão perpétua no Reino Unido por violar e agredir sexualmente sete mulheres muçulmanas, incluindo menores, ao longo de quase uma década.

O tribunal de Snaresbrook, no leste de Londres, determinou que Abdul Halim Khan, de 54 anos, terá de cumprir pelo menos 20 anos de prisão antes de poder solicitar qualquer medida de reabilitação.

O arguido foi considerado culpado de 21 crimes cometidos entre 2005 e 2014.

Segundo o tribunal, Abdul Halim Khan aproveitou-se da sua posição de autoridade dentro da comunidade muçulmana para manipular e abusar das vítimas.

De acordo com a acusação, o imã fazia as mulheres acreditar que estava possuído por um “jinn”, entidade espiritual da mitologia árabe, utilizando essa alegada condição sobrenatural para justificar os abusos.

O caso começou a ser investigado em fevereiro de 2018, depois de uma das vítimas — menor à data dos factos — ter relatado os abusos na escola, que comunicou a situação às autoridades.

Durante o julgamento, várias vítimas descreveram um ambiente de medo, intimidação e silêncio forçado.

As mulheres relataram terem sido coagidas a não denunciar os crimes e disseram sentir-se impotentes perante o poder e influência do agressor dentro da comunidade.

Algumas das vítimas afirmaram em tribunal que Abdul Halim Khan “é e será, enquanto viver, uma ameaça para a sociedade”.

Ao ler a sentença, o juiz Leslie Cuthber classificou o arguido como “um violador e abusador de menores em série”.

“Sob uma aparência pública de decoro e santidade, abusou monstruosamente de mulheres que confiavam em si, tudo para a sua própria satisfação sexual”, declarou o magistrado.

O juiz acrescentou ainda que o imã acreditava que nunca seria responsabilizado criminalmente, por considerar que a sua posição social impediria as vítimas de o denunciarem ou faria com que ninguém acreditasse nelas.

Apesar da condenação, Abdul Halim Khan continua a declarar-se inocente.