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Cerca de oito milhões de eleitores são chamados este domingo às urnas na Hungria, numa eleição legislativa vista como um momento decisivo para o futuro político do país e para a continuidade de Viktor Orbán.
As sondagens apontam para uma possível vitória do opositor Péter Magyar, que poderá pôr fim a mais de uma década e meia de governação do líder ultraconservador.
O resultado é acompanhado com atenção não só a nível interno, mas também em Bruxelas, dado que Magyar promete uma reaproximação à União Europeia. Já Orbán centrou a campanha em críticas às instituições europeias e à Ucrânia, acusando interferências externas.
O sufrágio destina-se a eleger os 199 deputados do parlamento húngaro, através de um sistema misto que combina círculos uninominais e listas nacionais.
Além dos dois principais blocos, outras forças políticas tentam garantir representação parlamentar, embora as sondagens indiquem uma disputa mais concentrada entre o partido no poder e a oposição.
O ato eleitoral decorre sob observação internacional, com centenas de observadores destacados por organizações como a OSCE e o Conselho da Europa.
As urnas abriram durante a manhã e deverão encerrar ao final da tarde, com os resultados a serem aguardados com elevada expectativa dentro e fora do país.