quinta-feira, 14 mai. 2026

Hungria e Eslováquia levantam veto e desbloqueiam empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia

Além do empréstimo, foi também desbloqueado o 20.º pacote de sanções contra a Rússia, reforçando a pressão europeia no contexto da guerra
Hungria e Eslováquia levantam veto e desbloqueiam empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia

A União Europeia (UE) deu um passo decisivo no apoio à Ucrânia ao desbloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros, depois de Hungria e Eslováquia terem levantado o veto que impedia a aprovação da medida.

Segundo fontes europeias, a decisão foi tomada na reunião dos embaixadores dos Estados-membros, após garantias de que o fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba está a ser restabelecido.

A presidência rotativa do Conselho da UE, atualmente assegurada por Chipre, vai agora avançar com um procedimento escrito para formalizar a aprovação final. Caso não haja objeções, a decisão deverá ficar concluída até quinta-feira.

Além do empréstimo, foi também desbloqueado o 20.º pacote de sanções contra a Rússia, reforçando a pressão europeia no contexto da guerra.

O financiamento será viabilizado através de uma alteração ao Quadro Financeiro Plurianual, permitindo à Comissão Europeia usar o orçamento comunitário como garantia para a emissão de dívida conjunta destinada a apoiar Kiev.

Reviravolta política na Hungria

A decisão surge após mudanças políticas significativas na Hungria, com o fim de 16 anos de governação de Viktor Orbán e a vitória do partido Tisza, liderado por Péter Magyar, nas eleições legislativas.

Durante meses, Budapeste condicionou o apoio ao pacote financeiro à reposição dos fluxos de petróleo russo, interrompidos após danos no oleoduto Druzhba, considerado vital para o abastecimento da Europa Central.

Tanto Péter Magyar como Viktor Orbán tinham sinalizado disponibilidade para levantar o veto caso o fornecimento energético fosse normalizado.

Próximos passos

Com o desbloqueio político, a União Europeia prepara-se para avançar rapidamente com o apoio financeiro à Ucrânia, numa altura em que procura reforçar a estabilidade económica do país e manter a pressão sobre Rússia no contexto do conflito.