Hantavírus mobiliza missão médica de paraquedas à ilha mais remota do mundo

É a primeira vez que o exército do Reino Unido lança de paraquedas profissionais de saúde para fornecer apoio humanitário, segundo o Ministério da Defesa.

O Hantavírus volta a dar sinais e desta vez naquela que é considerada a ilha mais remota do mundo: a ilha atlântica de Tristão da Cunha.

Vários médicos do exército Britânico foram fotografados a saltar de paraquedas para chegarem àquela ilha com o objetivo de ajudar um cidadão britânico com suspeita de infeção por hantavírus. O homem era um dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto mortal do vírus no mês passado. Os médicos do exército lançaram suporte médico essencial para a ilha através dos paraquedas.

O cidadão terá relatado sintomas pela primeira vez duas semanas após o dia 14 de abril, dia em que o navio atracou ao largo da ilha atlântica. O cidadão britânico relatou diarreia no dia 28 de abril e febre dois dias depois. Está agora isolado, mas estável, de acordo com informação da BBC.

A operação de paraquedismo contou com uma equipa de seis paraquedistas e dois médicos da 16.ª Brigada de Paraquedismo, apoiados por uma aeronava de transporte RAF A400M e um RAF Voyager. Os dois médicos juntaram-se a uma enfermeira e médico dos Cuidados Intensivos, que ajudarão a ilha, que normalmente conta com uma equipa médica de dois profissionais.

A operação foi relatada na rede social X do Ministério da Defesa britânico.

O Brigadeiro-General Cartwright explicou á BBC que os paraquedistas foram enviados de uma aeronave a cerca de 5 km sobre o Oceano Atlântico, antes de "virar ao vento", para então realizarem o pouso na ilha. "A consequência de errar isso é que podiam acabar no Atlântico", acrescentou.

É a primeira vez que o exército do Reino Unido lança de paraquedas profissionais de saúde para fornecer apoio humanitário, segundo o Ministério da Defesa.

Tristão da Cunha é considerada a ilha mais remota do mundo, com uma população de 221 cidadãos. A única opção era aterrar de paraquedas, uma vez que a ilha não possui uma pista de aterragem, e que a viagem de barco demoraria demasiado tempo, visto que o cidadão em causa estava a ficar com os níveis de oxigénio muito baixos.