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O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, instou o homólogo norte-americano, Donald Trump, a verificar a capacidade e a vontade de cooperação das autoridades colombianas no combate ao narcotráfico, apontando como exemplo a apreensão de oito toneladas de cocaína em Portugal, considerada a maior de sempre no país.
Petro afirmou que a interceção da droga ao largo dos Açores só foi possível graças à colaboração das autoridades colombianas, em articulação com a Agência Antidroga dos Estados Unidos (DEA) e com as autoridades portuguesas.
“O presidente Donald Trump pode verificar, consultando a DEA, a nossa capacidade e vontade de cooperação coordenada”, afirmou Petro, que tem sido acusado por Trump de envolvimento com o tráfico de droga em diversas ocasiões.
O chefe de Estado colombiano referia-se à captura de uma embarcação semissubmersível, que partiu da costa da Colômbia e foi intercetada em águas internacionais próximas do arquipélago dos Açores. Segundo as autoridades colombianas, a operação resultou da troca atempada de informações entre a Polícia Nacional da Colômbia e a DEA, em coordenação com Portugal.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Nacional da Colômbia, William Rincón, foram detidos três cidadãos colombianos e um cidadão venezuelano.
A agência espanhola Europa Press notou que a Polícia Judiciária portuguesa, que confirmou tratar-se da maior apreensão de cocaína de sempre em Portugal, não mencionou explicitamente a colaboração colombiana no comunicado oficial.
A PJ referiu, no entanto, a cooperação com a DEA, com a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido e com a Força Conjunta Interagências do Sul (JIATFS), que integra um oficial de ligação colombiano entre representantes da América do Sul e Central.
A apreensão ocorreu na passada sexta-feira, 23 de janeiro, quando a embarcação foi intercetada em alto mar, a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores, numa ação conjunta da Polícia Judiciária, Marinha Portuguesa e Força Aérea.
Segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, Artur Vaz, o semissubmersível transportava 300 fardos de cocaína, tendo cerca de 35 sido afundados, juntamente com a embarcação.
A operação, designada “Adamastor”, integrou-se no combate ao tráfico transcontinental de droga por via marítima e contou com a estreita colaboração internacional, no âmbito do Centro de Análise e Operação Marítimas – Narcóticos (MAOC-N), com sede em Lisboa.