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A escalada militar entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah provocou 634 mortos e 1.586 feridos em dez dias no Líbano, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine.
O impacto humanitário da guerra tem vindo a agravar-se rapidamente. De acordo com a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, mais de 816 mil pessoas foram deslocadas, das quais 126 mil estão atualmente alojadas em centros de acolhimento.
Bombardeamentos continuam em Beirute
As Forças de Defesa de Israel continuaram esta quarta-feira a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, considerados um bastião do Hezbollah.
Líbano admite negociações para cessar-fogo
No Conselho de Segurança das Nações Unidas, reunido de emergência, o embaixador libanês Ahmad Arafa afirmou que o país está “preso numa guerra que não escolheu”.
O diplomata indicou que Beirute está disponível para negociações diretas com Israel sob auspícios internacionais, com o objetivo de alcançar uma trégua completa e travar a escalada militar.
Arafa também afirmou que o Governo libanês declarou o Hezbollah ilegal e ordenou a entrega das suas armas, além de ter imposto restrições à presença de forças iranianas no país.
Pressão internacional aumenta
Durante a reunião do Conselho de Segurança, o representante dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, apelou ao Governo libanês para retomar o controlo total do território, defendendo simultaneamente o direito de Israel à autodefesa.
Já o embaixador israelita nas Nações Unidas, Danny Danon, afirmou que o Líbano deve confrontar o Hezbollah ou permitir que Israel o faça.
Escalada ligada ao conflito regional
A atual guerra intensificou-se após o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irão.
Poucos dias depois, o Hezbollah lançou projéteis contra Israel, afirmando tratar-se de uma resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Em resposta, Israel iniciou uma campanha aérea em grande escala contra alvos do Hezbollah em várias regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do país.
Com centenas de mortos e mais de 800 mil deslocados, o conflito ameaça aprofundar a crise humanitária no Líbano e aumentar a instabilidade no Médio Oriente.