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O primeiro adiamento do depoimento do primeiro-ministro israelita estava justificado: a guerra de Israel contra o Irão não permitiu que Benjamin Netanyahu continuasse a comparecer em tribunal três vezes por semana para o julgamento dos casos de alegada corrupção.
A retoma estava prevista para esta segunda-feira - mas voltou a não acontecer e a informação tornou-se pública apenas horas antes do previsto.
De acordo com o advogado de Netanyahu, citado pela imprensa israelita, o adiamento justifica-se por "preocupações de segurança", não tendo sido avançada uma nova data.
Benjamin Netanyahu enfrenta três processos judiciais, dois por fraude e abuso de confiança, e outro por corrupção, num caso considerado grave, relacionado com favores concedidos pelo primeiro-ministro ao empresário Shaul Elovich enquanto ainda era ministro das Comunicações. Os favores estavam relacionados com a promessa de uma "cobertura mediática favorável".
Recorde-se que o primeiro-ministro terá solicitado ao Presidente israelita um perdão total em novembro do ano passado, mas Isaac Herzog afirmou este domingo que não iria analisar o pedido até tentarem de tudo para chegar a um acordo extrajudicial.