As marcas do grupo Inditex estão entre as mais conhecidas do mundo no setor da moda. Zara, Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius e Oysho fazem parte do dia a dia de milhões de consumidores.
Sendo a inclusão a palavra de ordem, o grupo espanhol decidiu introduzir uma inovação no setor.
Vai ser lançada uma etiqueta que permite que pessoas com deficiência visual consigam escanear qualquer produto de todas as marcas da empresa e com isso recebam informação sobre as suas características, tamanho e preço de forma autónoma. A novidade foi anunciada pelo CEO do grupo, Óscar García Maceiras, no seu discurso no âmbito da assembleia geral de acionistas da empresa.
É uma inovação em colaboração como o Grupo Social ONCE, uma organização espanhola, pioneira a nível mundial, dedicada à inclusão social e laboral e à melhoria da qualidade de vida de pessoas cegas, com deficiência visual ou outras incapacidades, e com a NaviLens, um sistema de sinalização acessível pioneiro, concebido para ajudar pessoas com deficiência visual.
Como vai funcionar?
Através de uma tecnologia própria, em cooperação com a NaviLens, todas as etiquetas de qualquer produto destas marcas terão um código QR possível de escanear com a aplicação das marcas.
O código, que não necessita de precisão no escaneamento para facilitar a utilização, irá reproduzir diretamente em som a informação essencial que o consumidor deve saber sobre a peça que está a escolher, sem a necessidade de chamar um colaborador para esse efeito.
O objetivo desta inovação é permitir que todas as pessoas consigam ter uma experiência de compra independente em todas as lojas do grupo.
Quando serão lançadas?
A medida já está a ser implementada de forma gradual desde o dia 1 de junho. Prevê-se que todos os produtos de todas as marcas possibilitem esta tecnologia na próxima estação primavera/verão, em 2027.
Numa próxima fase, prevê-se que o código QR seja integrado também nas etiquetas internas das peças, para que pessoas com deficiência visual possam utilizar o mesmo método em casa, sendo mais fácil identificar as peças no dia a dia.
Este é um passo que pretende tornar a experiência de compra — e a utilização das peças — mais autónoma, acessível e inclusiva.