Gregory Bovino: líder de Patrulha de Fronteiras em 2026 ou líder nazi em 1942?

"A cara da campanha da deportação de Donald Trump", mas é neto de imigrantes. Gregory terá provocado algumas reações devido ao seu uniforme.
Gregory Bovino: líder de Patrulha de Fronteiras em 2026 ou líder nazi em 1942?

O chefe de Alfândega e Proteção de Fonteiras, Gregory Bovino, tornou-se rapidamente uma figura central nas operações contra a imigração de Donald Trump, mas o público pouco sabe sobre ele.

Gregory provocou alguma indignação durante a operação de imigração em Minneapolis, após ser fotografado a marchar com a sua equipa de segurança, no passado sábado. O líder da Patrulha de Fronteiras vestia um longo sobretudo verde e um cachecol preto para se proteger das temperaturas gélidas do Minnesota. No entanto, as pessoas encontraram parecenças entre o seu uniforme e os uniformes utilizados pelos soldados nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

As acusações de "cosplay nazi" iniciaram imediatamente uma conversa sobre quem será realmente Gregory Bovino fora do seu uniforme.

E, afinal, quem é Gregory Bovino?

Exerce funções como oficial sénior na Patrulha de Fronteiras dos Estados Unidos desde 2019. Era neto de dois imigrantes da Calábria que se mudaram para a Pensilvânia em 1909 e conseguiram naturalizar-se cidadãos americanos em 1927.

Após a reeleição de Donald Trump, Bovino envolveu-se na política de imigração do governo. Rapidamente se tornou um dos proeminentes agentes de imigração do presidente norte-americano, liderando operações em Los Angeles e Chicago e é visto como "a cara da campanha de deportação de Trump."

No passado sábado, de acordo com o jornal The Mirror Us, Gregory terá dito à Fox News que continuaria a usar gás lacrimogéneo depois de um juíz federal do Minnesota ter proibido, na sexta-feira, o seu uso pelos agentes federais contra manifestantes pacíficos.

Gregory Bovino já teria sido alvo de críticas quando aparece num vídeo a lançar uma bomba de gás lacrimogéneo contra uma multidão de manifestantes. É, por isso, acusado de violar uma ordem judicial.

Terá sido obrigado por uma juíza a fornecer um relatório diário sobre o uso da força pela Patrulha de Fronteiras. Sarah Ellis, a juíza, afirmou que "Bovino mostrou-se evasivo durante os três dias do seu depoimento, dando respostas engraçadas e mentindo descaradamente."

A sua presença nas redes sociais passa por uma espécie de "herói", partilhando frequentemente montagens de rusgas do ICE que retratam os agentes de patrulha como os "bons". Bovino partilha também fotografias de indivíduos detidos e deportados pelo ICE, com as informações pessoais de cada um e como conseguiram permanecer ilegalmente nos Estados Unidos.

(imagem retirada da rede social Instagram)